Política

Após vitória de Milei, Lula conversa com a UE sobre acordo com o Mercosul

O presidente brasileiro quer concluir as negociações até dezembro deste ano

Foto: Evaristo Sá/AFP
Apoie Siga-nos no

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone, na tarde desta segunda-feira 20, com a presidenta da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, para tratar do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, um dia após a eleição na Argentina ter dado a vitória ao candidato de extrema-direita Javier Milei.

Em nota, o Palácio do Planalto informou que Lula “tratou do andamento da negociação do acordo” com Leyen, em um telefonema de cerca de meia hora, como seguimento a uma reunião na Cúpula do G20.

Segundo o texto, os dois concordaram em “acompanhar de perto o trabalho dos negociadores nos próximos dias” e deverão se encontrar na próxima semana, nos Emirados Árabes, no âmbito da COP-28. Ainda de acordo com o comunicado, as discussões estão tratando dos pontos finais do acordo entre os dois blocos.

O governo brasileiro ocupa a presidência do Mercosul até o dia 7 de dezembro, enquanto a presidência rotativa da União Europeia está com o governo espanhol, de Pedro Sánchez.

Com o êxito de Milei, a expectativa de observadores internacionais é de que o Mercosul tenha problemas com a negociação do acordo com a União Europeia, por divergências entre o presidente eleito e líderes do bloco.

Apesar de ter feito críticas ao acordo, Lula segue com a intenção de concluí-lo até dezembro.

As tratativas ocorrem desde 1999, mas até o momento nada foi firmado. Próximo a ocupar a presidência do Mercosul, o governo do Paraguai já sinalizou que descontinuará o acordo.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor…

O bolsonarismo perdeu a batalha das urnas, mas não está morto.

Diante de um país tão dividido e arrasado, é preciso centrar esforços em uma reconstrução.

Seu apoio, leitor, será ainda mais fundamental.

Se você valoriza o bom jornalismo, ajude CartaCapital a seguir lutando por um novo Brasil.

Assine a edição semanal da revista;

Ou contribua, com o quanto puder.