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Senador vai à PGR contra Campos Neto por suposta omissão no comércio ilegal de ouro

Jorge Kajuru também cobra do MPF a investigação de ‘vultuosas compras de ouro’ realizadas pelo BC em 2021

Campos Neto será presidente do Banco Central por metade do mandato de Lula - Imagem: Marcelo Camargo/ABR
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O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) acionou a Procuradoria-Geral da República contra o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, por suposta omissão em relação a instituições financeiras que se beneficiaram da extração ilegal de ouro.

Kajuru também cobra do Ministério Público Federal a investigação de “vultuosas compras de ouro” realizadas pelo BC em 2021. Segundo o senador, o montante chegaria a 17 bilhões de reais. “Nossa suspeita é que parte de ouro tenha vindo das instituições financeiras suspeitas de lavar o ouro ‘sujo'”, diz a peça.

As acusações envolvem atos clandestinos na Terra Indígena Yanomami e levam em conta o avanço do garimpo ilegal nos últimos quatro anos, sob o governo de Jair Bolsonaro (PL).

A representação sustenta ter sido revelado o papel de Distribuidoras de Valores Mobiliários em organizações criminosas especialistas na extração ilícita e na lavagem de ouro, a fim de possibilitar sua introdução no mercado financeiro.

“Foram várias denúncias e operações deflagradas pela Polícia Federal e MPF, porém o BACEN permaneceu inerte diante da participação das DTVM’s na lavagem do dinheiro. Essa conduta omissiva permitiu que, segundo as denúncias, 5 DTVM’s se tornassem conglomerados econômicos lavando o minério ilegal. Isso é lavagem de dinheiro, crime financeiro que cabe ao BACEN combater”, argumenta o senador.

Nesta quarta 15, a Polícia Federal cumpre três mandados de busca e apreensão relacionados à Operação Sisaque, que visa desmontar uma organização criminosa de contrabando de ouro na região Amazônica.

Na terça 14, a corporação deflagrou a Operação Avis Aurea, contra atividades de uma organização criminosa que estaria envolvida na compra e na venda de ouro ilícito em Roraima. A organização também teria células em São Paulo e Goiás.

CartaCapital procurou o Banco Central e aguarda uma manifestação oficial. O espaço está aberto para atualizações.

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