Justiça

PF desmonta esquema clandestino de tráfico de ouro

Organização criminosa lavava dinheiro do minério ilegal utilizando notas fiscais falsas

Impacto. O garimpo costuma inaugurar os primeiros vetores de desmatamento nas áreas demarcadas para os indígenas - Imagem: Felipe Werneck/Ibama
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A Polícia Federal cumpre, nesta quarta-feira 15, três mandados de busca e apreensão relacionadas à Operação Sisaque, que visa desmontar uma organização criminosa de contrabando de ouro extraído de minérios ilegais da região Amazônica.

As apreensões ocorrem em sete estados e no Distrito Federal. A Justiça do Pará também autorizou o bloqueio de mais de 2 bilhões de reais dos envolvidos no esquema.

As investigações que deram origem à operação tiveram início ainda em 2021, a partir de informações da Receita Federal, que apontavam a existência de uma organização que “esquentava” o ouro obtido por meio do garimpo ilegal, utilizando empresas que emitiam notas fiscais falsas para regularizar o minério ilegal.

Documentos apontam que o ouro “esquentado” foi adquirido por duas empresas, tidas como as líderes da organização criminosa.

Segundo a investigação, entre 2020 e 2022, os valores referentes ao comércio de ouro ilegal correspondem a mais de 4 bilhões de reais. Ao todo foram extraídas cerca de 13 toneladas de minério ilícito.

A investigação demonstrou que esse ouro extraído da Amazônia Legal era exportado principalmente por meio de uma empresa sediada nos Estados Unidos. Ela seria responsável pela comercialização em países como Itália, Suíça, Hong Kong e Emirados Árabes Unidos, de forma clandestina, mas com aparente legalidade, cita nota da Polícia Federal.

Entre os crimes investigados estão a aquisição e a comercialização de ouro obtido por meio de usurpação de bens da União; pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização; lavagem de capitais; e organização criminosa.

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