Sociedade
PF deflagra operação contra comércio ilegal de ouro em Roraima
Operação Avis Aurea investiga organização criminosa que teria movimentado 442 milhões de reais em cinco anos
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira 14, a operação Avis Aurea, visando investigar as atividades de uma organização criminosa que estaria envolvida na compra e venda de ouro ilícito no estado de Roraima. A organização também teria células nos estados de São Paulo e Goiás.
No total, estão sendo cumpridos treze mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal em Roraima. Segundo a PF, a organização criminosa teria movimentado, pelo menos, 442 milhões de reais durante cinco anos.
As investigações começaram depois que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordou um veículo na cidade de Cáceres (MT) e apreendeu mais de 4 milhões de reais em espécie. No inquérito, as autoridades policiais identificaram que o valor seria parte de sucessivas aquisições de ouro feitas através de garimpo ilegal em Roraima.
Para que o ouro saísse de Roraima, segundo a PF, a organização contava com o apoio de um funcionário de uma companhia aérea. Em relação aos valores, as quantias pagas por pessoas físicas e jurídicas para adquirir o ouro circulavam por via terrestre. A rota do dinheiro envolvia a saída das regiões Sudeste e Centro-Oeste em direção à capital de Roraima, Boa Vista.
Uma das empresas investigadas na operação já esteve envolvida em ação da PF que apreendeu mais de 100kg de ouro em um avião em Goiânia. Entre os investigados, estão empresários, advogados e um servidor público do município de Boa Vista.
Entre 2018 e 2022, o desmatamento resultante do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, aumentou 309%, segundo a Hutukara Associação Yanomami. Um dos focos de atuação das autoridades do governo federal diz respeito aos financiadores do garimpo ilegal na região.
Na semana passada, uma operação semelhante feita pela PF cumpriu mandados de busca em endereços da irmã do governador de Roraima Antonio Denarium (PP). Vanda Garcia de Almeida, segundo a investigação, é suspeita de integrar uma quadrilha responsável por lavar dinheiro do garimpo ilegal no estado.
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