Justiça

Justiça condena manifestantes bolsonaristas que protestaram em frente à casa de Moraes

Os dois réus foram condenados a 19 dias de prisão em regime aberto por perturbação de sossego

Nomeado por Temer, Moraes ainda precisa ser aprovado pelo Senado
Apoie Siga-nos no

A Justiça de São Paulo condenou dois dos manifestantes alinhados ao presidente Jair Bolsonaro que realizaram um protesto em frente à residência do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. 

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o grupo, liderado por Antônio Calor Bronzeri e Jurandir Pereira Alencar, usaram um carro de som e, por mais de duas horas, estiveram na porta do prédio residencial, atrapalhando o sossego do ministro e dos demais moradores da região. 

Segundo as declarações das testemunhas, os réus xingaram o ministro de “advogado do PCC”, “sem vergonha”, “pilantra”, “canalha”, “lixo”, “vagabundo”, “ladrão”, “traidor”. Também prometeram defenestrar a vítima e sua família.

A defesa dos bolsonaristas alegou que a confusão foi iniciada pelo ministro, que, da sacada do apartamento, teria proferido ofensas contra os manifestantes. 

Os dois manifestantes foram condenados a 19 dias de prisão, em regime aberto, por perturbação de sossego.

Na sentença, o magistrado ressaltou que os seus desmereceram à Justiça ao descumprirem as medidas cautelares impostas, demonstrando conduta voltada à prática delituosa. 

As penas ainda foram aumentadas, visto que os atos foram praticados durante estado de calamidade pública causada pela Covid-19. 

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo