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Após desaceleração da inflação, Gleisi volta a cobrar queda na Selic

Presidenta do PT disse que Campos Neto não tem mais motivos para sustentar a taxa de juros nas alturas

Projeto foi apresentando nesta semana na Câmara. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
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A presidenta do PT, deputada Gleisi Hoffmann, voltou a mirar em Roberto Campos Neto e a taxa de juros praticada pelo Banco Central. Após a divulgação da desaceleração da inflação em março, a parlamentar cobrou publicamente uma redução na Selic.

“Com inflação em desaceleração, valorização do Real e a economia patinando pela falta de crédito e investimentos, qual vai ser a desculpa agora do Banco Central para não baixar os juros?”, questionou Gleisi em seu perfil oficial no Twitter na noite desta terça-feira 11.

Segundo a parlamentar, Campos Neto “não tem mais como sustentar” a taxa básica de juros em 13,75% diante dos resultados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira 11. O instituto, pela manhã, mostrou que o Brasil teve, em março, inflação de 0,71%, menor do que no mês anterior. No acumulado dos 12 meses, o índice é de 4,65%, o menor registrado nos últimos 2 anos.

O PT, em especial na figura de Gleisi Hoffmann, tem ecoado as críticas do governo federal sobre a manutenção da taxa em 13,75%. O Banco Central, apesar dos acenos positivos sobre a política econômica liderada por Fernando Haddad, insiste em manter a taxa nas alturas. A justificativa habitual é de que os cenários futuros seriam incertos, algo duramente rebatido por Lula e seus aliados. O banco, inclusive, não descartou aumentar a Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Em avaliação recente dos primeiros 100 dias do governo federal, vale lembrar, o partido já havia endossado publicamente os ataques do Executivo a Campos Neto e sua gestão no BC. Naquela ocasião, o partido classificou como ‘atitude suicida’ a atual política monetária da instituição. Apesar de ecoar as críticas, a legenda não aderiu automaticamente ao marco fiscal proposto por Haddad, que recebeu elogios públicos de Campos Neto e outros integrantes do mercado financeiro.

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