Moraes prorroga inquérito que apura interferência de Bolsonaro na Polícia Federal

Expectativa é de que o presidente da República preste depoimento presencialmente

Alexandre de Moraes e Jair Bolsonaro. Fotos: Nelson Jr./STF e Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Alexandre de Moraes e Jair Bolsonaro. Fotos: Nelson Jr./STF e Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Justiça,Política

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prorrogação do inquérito que apura suposta intervenção do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Com a decisão, a investigação se estende por mais 90 dias.

 

 

“Considerando a necessidade de prosseguimento das investigações e a existência de diligências em andamento, nos termos previstos no art. 10 do Código de Processo Penal, prorrogo por mais 90 (noventa) dias, a partir do encerramento do prazo final anterior (27 de outubro), o presente inquérito”, escreveu o magistrado.

A abertura do inquérito ocorreu em 27 de abril de 2020, pouco depois do desembarque do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, do governo Bolsonaro. Em setembro do ano passado, porém, o então ministro Marco Aurélio Mello havia congelado o processo, por conta de uma indefinição sobre a forma que o presidente Jair Bolsonaro poderia depor.

Em julho deste ano, Moraes decidiu determinar a retomada do inquérito, mas até então o o depoimento de Bolsonaro ainda não ocorreu. Na última semana, o presidente da República declarou que aceitaria prestar depoimento presencialmente. Moraes, em seguida, deu o prazo de 30 dias para que a PF recolha os seus esclarecimentos.

A oitiva de Bolsonaro é a última etapa para a conclusão da investigação. O ex-capitão nega as acusações de que tenha agido para influenciar a PF, conforme sustenta Sérgio Moro, e pede o fim dos procedimentos.

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Repórter do site de CartaCapital

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