Bolsonaro: Inquérito sobre interferência na PF é ‘farsa’ de Moro e deve ser ‘enterrado’

Presidente disse que ex-ministro o acusou de forma 'leviana'

O presidente Jair Bolsonaro, ao lado do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro, ao lado do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. Foto: Reprodução

Política

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira 17, que quer “enterrar” o processo sobre a suposta interferência na Polícia Federal por sua parte, caso que motivou a saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública em abril.

Bolsonaro é alvo de um inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dias após Moro pedir demissão. O ministro Celso de Mello, relator do caso, decidiu na semana passada que o presidente da República não pode depor por escrito.

No entanto, Celso de Mello entrou de licença médica em agosto. Na quarta-feira 16, então, a Advocacia-Geral da União (AGU), que defende Bolsonaro, entrou com um recurso para reverter a decisão do decano do STF e pediu que o depoimento se dê por escrito.

Até que a Corte decida sobre o recurso da AGU no plenário, as datas do depoimento de Bolsonaro estão suspensas, por decisão do ministro Marco Aurélio Mello.

“O ministro relator Celso de Mello queria que eu depusesse de forma presencial, respondendo perguntas para dois advogados do Moro e mais o próprio Sérgio Moro”, afirmou Bolsonaro, em transmissão ao vivo na internet. “O Moro não tem que perguntar para mim. Ele tem dizer: o senhor interferiu aqui. Fez isso, fez aquilo. Porque isso aí, a gente rebate rapidamente.”

Em seguida, Bolsonaro reiterou que quer depor por escrito e chamou o inquérito de “farsa”.

“Então, o Supremo vai decidir, não sei quando, está nas mãos do ministro [Luiz Fux] e daí, se Deus quiser, a gente enterra logo esse processo aí e acaba com essa farsa desse ex-ministro da Justiça de me acusar de forma leviana”, afirmou.

O chefe do Palácio do Planalto reclamou ainda do conteúdo do depoimento de Sérgio Moro à Polícia Federal, realizado no início de maio.

“Ele [Sérgio Moro] alega, no depoimento dele, que ele não me acusou, que ele trouxe fatos. É uma brincadeira, né? É uma brincadeira. Trouxe fatos, e cabe agora ao MP e ao Supremo aprofundar as investigações. Pô, tá de brincadeira esse Sérgio Moro, né. Mas tudo bem”, completou.

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