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‘Não significa que vai fumar tudo isso’, diz Moraes sobre critério de posse da maconha

Segundo o ministro, o limite para a posse da droga é para evitar decisões arbitrárias

‘Não significa que vai fumar tudo isso’, diz Moraes sobre critério de posse da maconha
‘Não significa que vai fumar tudo isso’, diz Moraes sobre critério de posse da maconha
O ministro do STF Alexandre de Moraes. Foto: Carlos Moura/SCO/STF
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No debate sobre a descriminalização do porte de maconha no Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira 6, o ministro Alexandre de Moraes justificou que o limite para a posse da droga é para evitar decisões arbitrárias, não um limite ou recomendação para o uso.

“Não significa que vá usar 60 gramas, até porque ia ser uma chaminé se fumasse 60 gramas de maconha naquele momento. Mas é, por exemplo, para saber o que deixou em casa, em depósito, se é tráfico ou se é uso”, disse o ministro.

Em seu voto, Moraes fixou como critério quantitativo para caracterizar o consumo pessoal 60 gramas de maconha ou seis plantas fêmeas.

O julgamento, que foi retomado nesta quarta, voltou a ser suspenso após pedido de vistas (mais tempo para julgar) do ministro Dias Toffoli.

Até o momento, o Supremo tem cinco votos favoráveis à descriminalização do porte de maconha para uso pessoal.

  • Alexandre de Moraes;
  • Luís Roberto Barroso;
  • Edson Fachin;
  • Gilmar Mendes; e
  • Rosa Weber (hoje aposentada).

Os ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques seguiram o voto do ministro Cristiano Zanin, que já havia se posicionado contra a mudança

Ainda faltam os votos dos ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

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