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Renan Calheiros é favorito para a presidência do Senado

CartaCapital

Na noite desta sexta-feira 1º o Senado decide quem será o novo presidente da Casa. A votação, até o momento, será secreta, e urnas eletrônicas serão usadas no pleito. Além da presidência, também será decidido quem ocupará os cargos da Mesa Diretora.

Entre os candidatos que se apresentaram até agora estão Angelo Coronel (PSD-BA), Alvaro Dias (Podemos-PR), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Esperidião Amin (PP-SC), José Reguffe (sem partido-DF), Major Olímpio (PSL-SP), Renan Calheiros (MDB-AL) e Tasso Jereissati (PSDB-CE). Outros parlamentares podem se apresentar para disputar a presidência até a hora do pleito.

Para ser eleito, o parlamentar precisa ter recebido, no mínimo, 41 votos. Caso nenhum deles alcance esse número, os dois mais bem votados disputarão um segundo turno.

Na quinta-feira, 31, Renan Calheiros venceu disputa interna de seu partido, conseguindo a indicação da legenda por sua candidatura, em detrimento da senadora Simone Tebet (MDB-MS). Apesar de estar entre os mais cotados a levar à presidência, o emedebista enfrentará resistência de um movimento anti-Renan de parte da base governista.

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Um dos senadores que faz parte do grupo anti-Renan e está no pleito é Alcolumbre, que tem tido o apoio do chefe da casa Civil, Onyx Lorenzoni. Seus aliados acreditam que, se o voto for aberto, haverá melhores condições para que Alcolumbre ganhe a presidência do Senado.

O voto aberto foi rejeitado pelo Supremo Tribunal Federal, mas há quem acredite que o tema não está encerrado.

Caso Renan ganhe, será a quinta vez que presidirá a Casa. Para conquistar o número suficiente de votos, inclusive dos parlamentares da base do governo, ele tem dito ser um “novo Renan”, mais liberal e a favor das reformas. Não tem convencido muito, mas sua influência e experiência em articulação política pode pesar na decisão.

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Pautas

Seja quem for que ganhe a Presidência do Senado, a questão Flávio Bolsonaro deve ser um dos primeiros temas a ser debatido na Casa. O filho do presidente da República toma posse hoje, e parlamentares da oposição querem uma CPI na casa para investigar a conduta do novo senador e suas movimentações bancárias.

Discussões sobre a reforma da Previdência, por sua vez, deverão esperar. Isso porque o tema será debatido primeiro na Câmara dos Deputado, que também definirá seu presidente nesta sexta-feira. Se depender dos partidos que declararam que aderiram ao bloco de Rodrigo Maia (DEM-RJ), o demista se reelegerá.

Entre pautas que já foram decididas no Congresso e esperam votação no Senado estão a PEC (Prposta de Ementa à Constituição) que reduz a maioridade penal, um projeto que poderá retomar o tema da prisão de um condenado em segunda instância e um projeto sobre cessão onerosa, que poderá autorizar a realização de leilões de petróleo.

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