Robinho: “Infelizmente, existe esse movimento feminista”

Jogador negou relação sexual com jovem e disse que as frases do grampo telefônico foram divulgadas 'fora de contexto'

O jogador de futebol Robinho.
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O jogador de futebol Robinho. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Sociedade

O jogador de futebol Robinho voltou a negar que tenha estuprado a jovem albanesa em 2013 e queixou-se da existência do movimento feminista, durante entrevista ao portal UOL divulgada neste sábado 17, sobre o escândalo que envolve sua condenação por violência sexual na Itália.

 

 

“Infelizmente, existe esse movimento feminista, que não sei o quê. Muitas mulheres, às vezes, não são nem mulheres, para falar o português claro”, afirmou o atleta, referindo-se de forma discriminatória a mulheres trans.

Robinho afirmou que teve contato com a jovem sob consentimento mútuo, mas declarou que não houve “algo forçado” e que “não teve relação sexual, penetração, nada disso”. Também negou que tenha oferecido bebida alcoólica à mulher. O jogador acrescentou que seu único arrependimento foi o de ter traído sua esposa, Vivian, com quem é casado desde 2009 e tem três filhos.

Sobre as escutas telefônicas reveladas pelo Globo Esporte, ele disse que as frases foram publicadas “fora de contexto para vender jornal e revista”.

De acordo com os trechos divulgados, em que há conteúdo sensível, o músico Jairo Chagas teria dito a Robinho que viu quando o jogador “colocava o pênis na boca dela”. Em resposta, o atleta teria respondido, segundo a Globo, que “isso não significa transar”.

A Justiça italiana utilizou essas interceptações como prova para sustentar a condenação de Robinho em 1ª instância. Porém, o jogador entrou com recurso e terá o caso julgado em 2ª instância ainda neste ano. Na sexta-feira 16, o clube do Santos comunicou a suspensão do contrato com o atleta, que havia retornado ao time em 10 de outubro.

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