Justiça
Toffoli manda à Justiça do DF ação em que Bolsonaro é réu por incitação ao estupro
A ação foi protocolada em 2014 para apurar ofensas contra a deputada federal Maria do Rosário
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, enviou nesta segunda-feira 19 à Justiça Federal do Distrito Federal uma ação penal na qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é réu por incitação ao estupro. A determinação atende ao pedido da Procuradoria-Geral da República.
“Reconheço a incompetência deste Supremo Tribunal para processar o feito e acolho a manifestação do Ministério Público Federal”, escreveu o magistrado.
Esta é a segunda ação enviada à Justiça do DF sobre o episódio envolvendo Bolsonaro e a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) em 2014. A primeira trata dos crimes de injúria e difamação contra a parlamentar.
O então deputado Jair Bolsonaro afirmou que a colega não merecia ser estuprada porque ele a considerava “muito feia” e porque ela “não faz” seu “tipo”. Dois anos depois, em 2016, a Primeira Turma do Supremo decidiu abrir duas ações penais contra o ex-capitão, que passou a ser formalmente acusado no caso.
Ambos os processos foram suspensos quando ele assumiu a Presidência da República, em 2019. Com a perda do foro por prerrogativa de função, a ação passa a ser analisada pela Justiça comum.
Na manifestação enviada ao STF, a vice-procuradora Lindôra Araújo argumentou não haver mais necessidade de atuação da Corte no processo. Nos dois casos, faltam o interrogatório de Bolsonaro e as alegações finais dos advogados.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Lula deve decidir sobre o comando do Turismo quando voltar da Europa, diz ministro
Por CartaCapital
Empresa de filho de Lira negociou publicidade com Secom, ministérios, BB e Caixa
Por CartaCapital



