Política

TCU determina que Abin e PM-DF informem se haviam indícios de que terrorismo aconteceria

Em ofício, o ministro Vital do Rêgo também pede que a PF e as forças policiais do DF enviem os resultados das perícias realizadas nos prédios depredados pelos terroristas

Fachada do prédio do TCU. Foto: Agência Senado
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O ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União, determinou que a Agência Brasileira de Investigação (Abin) e a Polícia Militar do Distrito Federal informem, no prazo de 5 dias, se haviam indícios de que os terroristas bolsonaristas invadiriam a sede dos Três Poderes no último domingo 8.

Ele é relator do inquérito que investiga se agentes públicos agiram por ação ou omissão diante dos atos golpistas. A apuração ainda busca mensurar os danos causados ao erário público pelos criminosos.

O pedido de informação também foi enviado à Polícia Federal, ao Gabinete de Segurança Institucional, à Secretaria de Segurança Pública do DF e aos ministérios da Justiça e da Defesa.

Vital do Rêgo ainda quer saber se, caso os órgãos tenham identificado a ameaça bolsonarista, quais órgãos foram notificados, o teor do alerta, a data, o horário e o destinatário da notificação.

No domingo, os golpistas depredaram obras de arte e móveis no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal, além de furtarem armas e documentos do Palácio do Planalto. Somente na Câmara, o estrago promovido pelos golpistas está estimado em 3 milhões de reais, segundo um relatório preliminar da Casa.

O despacho, assinado pelo ministro nesta quarta-feira 11, também pede que a PF e as forças policiais do DF enviem à Corte de Contas os resultados das perícias realizadas nos prédios depredados pelos terroristas.

Vital do Rêgo solicitou, além disso, que o ministro Alexandre de Moraes envie ao TCU os fatos que embasaram a determinação de afastar cautelarmente o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB). Ele deixou o cargo na madrugada da segunda-feira 9.

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