Ciro Gomes enfrenta Bolsonaro e diz que instituições serão defendidas

Para o pedetista, Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade por atentar contra os poderes constituintes

Ciro Gomes (PDT) - Foto: Reprodução

Ciro Gomes (PDT) - Foto: Reprodução

Política

Em transmissão ao vivo na sua rede social, Ciro Gomes (PDT) condenou a convocação de um ato contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), promovida pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da República replicou, por WhatsApp, um chamado para manifestações contra os parlamentares no dia 15 de março.

Ciro Gomes chamou Bolsonaro de “canalha” e o acusou de cometer crime de responsabilidade por infringir o artigo 85 da Constituição Federal, que tipifica criminalmente os “atos que atentem o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação”.

“Bolsonaro está mentindo para a população brasileira e está atacando as instituições democráticas, porque ele é um camarada que simplesmente não sabe o que fazer com o problema gravíssimo que ele herdou do Brasil”, disse o pedetista. “Equivocado, está transformando essa crise que recebeu numa verdadeira ameaça à integridade nacional brasileira.”

Em seguida, Ciro Gomes demonstrou preocupação com a relação entre “a escalada da violência nazifascista das milícias”, que resultou no ataque a tiros contra o senador Cid Gomes (PDT-CE), e a “declaração que procura incitar a população contra as instituições democráticas”. Ele também afirmou que vai “enfrentar” o presidente da República”.

“Atenção, senhor Jair Messias Bolsonaro, canalha-mor, as instituições brasileiras serão defendidas. Nem todo mundo tem compromisso com o lulopetismo corrompido. Eu sou limpo, tenho vida limpa, tenho coerência. Vou te enfrentar, seu presidente canalha, sua família de canalhas e aqueles que, traindo a nação brasileira e o seu juramento, vão atacar ou tentar atacar a Constituição”, disse.

O pedetista acusou ainda o presidente da República de ter crimes de corrupção em seu currículo parlamentar, como a manutenção de funcionários fantasmas em seu gabinete de deputado federal, cargo que exerceu durante 28 anos.

“Bolsonaro tinha seis funcionários fantasmas que assinavam o recibo e botavam o dinheiro no bolso. Uma dessas funcionárias fantasmas era muito famosa porque era muito bonita e era, simplesmente, personal trainer da burguesia no Rio de Janeiro. Nunca deu um dia de serviço em Brasília, nem no gabinete do Bolsonaro no Rio de Janeiro, filha do [ex-assessor Fabrício] Queiroz, que é a conexão do Bolsonaro com as milícias”, declarou.

Ciro Gomes opinou também que o presidente deve recuar nas convocações ao ato de 15 de março por conta de sua “frouxidão moral”.

“Ele é um frouxo, é um covarde. Ele está testando qual é o limite de resistência moral cívica da sociedade brasileira e das instituições”, disse.

Live com Ciro Gomes

Posted by Ciro Gomes on Wednesday, February 26, 2020

 

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Repórter do site de CartaCapital

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