Política

Aziz rejeita pedido de prisão contra Luiz Dominguetti na CPI da Covid

A base do pedido é um áudio atribuído ao deputado Luis Miranda, que denunciou pressão pela compra da Covaxin no Ministério da Saúde

(Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
(Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
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O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou um pedido de prisão em flagrante por falso testemunho protocolado por Alessandro Vieira (Cidadania-SE) contra Luiz Dominguetti, depoente desta quinta-feira 01 na comissão.

Vieira alegou que Dominguetti apresentou um áudio, associado ao deputado Luís Miranda (DEM-DF), que apresentava a hipótese de que Miranda estaria envolvido em alguma negociação de vacinas com o Ministério da Saúde.

O deputado foi o responsável por denunciar que seu irmão, um servidor da pasta da Saúde, estaria sob pressão atípica para comprar doses da vacina indiana Covaxin. Ambos prestaram depoimento na CPI na semana passada.

Alessandro Vieira afirmou que a associação dos fatos era de grande “gravidade” e disse que Dominguetti fora a “única pessoa neste país” que escutou uma referência ao irmão de Luís Miranda no áudio divulgado. “Isso aqui não é lugar para molecagem”, criticou, antes de pedir pela prisão de Dominguetti.

No entanto, Omar Aziz rejeitou o pedido e afirmou que o fez em respeito à “família” do depoente. O senador sugeriu que a comissão avaliasse a realização de uma acareação com pessoas citadas ao longo do depoimento para que se possa bater versões concedidas.

Senadores também acusaram o depoente de tentar desmoralizar as denúncias de possíveis irregularidades feitas por Luis Miranda e de desviar a atenção principal do depoimento de Dominguetti, que relatou um pedido de propina na compra de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca por meio de uma intermediadora, a Davati Medical Supply.

Após a exibição do áudio, Miranda afirmou que esse era um conteúdo antigo e que ele referia-se à compra de luvas cirúrgicas, e não de vacinas. Nas redes, ele também acusou o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) de divulgar fake news sobre o caso mesmo após esclarecimentos.

“Mesmo o meliante já tendo admitindo que é mentira, eu já provei para a CPI com as mensagens originais e o celular do mesmo foi inclusive apreendido”, escreveu.

Giovanna Galvani

Giovanna Galvani
É repórter do site de CartaCapital.

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