Política

A reação de Valdemar à decisão do TSE que confirmou a aplicação de multa milionária ao PL

O presidente do partido de Jair Bolsonaro decidiu estimular os atos golpistas promovidos após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Foto: Evaristo Sá/AFP
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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, gravou um vídeo nesta quinta-feira 15 no qual reagiu à decisão do Tribunal Superior Eleitoral de manter a multa de 22,9 milhões de reais ao partido por pedir a invalidação de parte dos votos no segundo turno da eleição presidencial.

A multa foi aplicada inicialmente pelo presidente do TSE, Alexandre de Moraes, que classificou o pedido de anulação de votos como “esdrúxulo e ilícito” e um ato de “total má-fé”.

Na gravação, Valdemar diz que a decisão de confirmar a multa e bloquear contas do partido prejudica funcionários e pode inviabilizar atividades da sigla.

“O ministro Alexandre falou até em extinção do partido. Tudo o que é feito de maneira errada dá errado. Não tem jeito de dar certo. Todas as pessoas que agem desse jeito não têm como ter sucesso”, alegou o presidente da legenda de Jair Bolsonaro.

Ele declarou que “esse segmento de direita veio para ficar” e que o PL decidiu atualizar seu programa “para que a direita permaneça sempre aqui dentro, protegida e defendida por nós”.

Valdemar também estimulou os atos golpistas promovidos por bolsonaristas após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele omitiu o fato de os manifestantes defenderem uma intervenção militar para impedir a posse do presidente eleito.

“Agradeço a vocês que estão na rua, lutando. Continuem na luta. O Bolsonaro não vai decepcionar ninguém, ele é um grande líder, que veio para ficar”, prosseguiu. “Nós vamos estar sempre juntos na defesa dos nossos deputados, dos nossos senadores e de vocês, principalmente.”

O ex-deputado disse, ainda, não defender o bloqueio de estradas, mas argumentou que os acampamentos golpistas seriam compostos apenas por “pessoas de bem, gente de respeito”.

Nesta quinta, Moraes manteve a sua decisão de multar o PL e foi acompanhado pelos ministros Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Benedito Gonçalves, Sérgio Banhos e Carlos Horbach.

A única divergência partiu do ministro Raul Araújo. O magistrado considerou que o valor da multa foi exagerado e que as contas do partido não deveriam ser sido bloqueadas por completo.

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