Justiça

Moraes mantém a prisão de Rivaldo Barbosa, denunciado por envolvimento no assassinato de Marielle

A decisão do ministro do STF acolhe uma recomendação do procurador-geral da República, Paulo Gonet

O ministro do STF Alexandre de Moraes. Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF
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O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes decidiu, nesta sexta-feira 17, manter a prisão preventiva do delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, denunciado pela Procuradoria-Geral da República sob a suspeita de envolvimento direto nos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

A determinação de Moraes acolhe uma recomendação do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Segundo ele, Barbosa “não comprovou nenhuma mudança fática ou jurídica apta a alterar o panorama da decisão judicial que deferiu a custódia máxima.” 

A PGR denunciou o delegado pelos homicídios qualificados de Marielle e Anderson, por tentativa de homicídio da assessora parlamentar Fernanda Chaves e por organização criminosa.

Segundo a denúncia, Barbosa encorajou a decisão de matar Marielle e prestou auxílio intelectual aos envolvidos, inclusive com orientação sobre onde não deveriam cometer os assassinatos. À época, ele era diretor da Divisão de Homicídios da Polícia Civil. Um dia antes dos homicídios, tornou-se chefe da corporação.

Na decisão desta sexta, Moraes também fixou um prazo de 48 horas para a diretoria do Sistema Penitenciário Federal avaliar o estado de saúde de Rivaldo Barbosa, a fim de apontar eventual necessidade de cuidados específicos.

(Matéria em atualização)

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