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Moscou analisa proposta de Lula para encerrar a guerra na Ucrânia, diz Chancelaria da Rússia

‘Podemos ver como Washington está pressionando o Brasil. Essa postura soberana merece respeito’, afirmou Mikhail Galuzin

O presidente Lula em viagem aos Estados Unidos. Foto: Brendan Smialowski/AFP
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O vice-ministro ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin, afirmou nesta quinta-feira 23 que o governo de Vladimir Putin está “analisando” as sugestões do presidente Lula (PT) para encerrar a guerra na Ucrânia.

Em recente viagem aos Estados Unidos, o petista reforçou a Joe Biden a necessidade de criar um grupo de países que promovam uma nova mesa de negociações para levar o conflito ao fim.

“Tomamos nota das declarações do presidente do Brasil sobre o tema de uma possível mediação, a fim de encontrar caminhos políticos para evitar a escalada na Ucrânia, corrigindo erros de cálculo no campo da segurança internacional com base no multilateralismo e considerando os interesses de todos os atores”, disse Galuzin à agência russa Tass. “Estamos examinando as iniciativas, principalmente do ponto de vista da política equilibrada do Brasil e, claro, levando em consideração a situação ‘no terreno.'”

O vice-ministro ainda disse que a Rússia “valoriza a posição equilibrada do Brasil” sobre o conflito, marcada pela “rejeição a medidas coercitivas unilaterais tomadas pelos Estados Unidos e por seus satélites e a recusa de nossos parceiros brasileiros em fornecer armas, equipamentos militares e munição para o regime de Kiev”.

“Ao mesmo tempo, podemos ver como Washington está pressionando o Brasil. Essa postura soberana merece respeito”, emendou Galuzin.

Enquanto isso, os ministros de Finanças do G7 pediram ao Fundo Monetário Internacional que adote um novo pacote de ajuda à Ucrânia até o fim de março, de acordo com um comunicado enviado pelo grupo nesta quinta, véspera do aniversário de um ano da invasão russa.

Eles estão reunidos em Bangalore, na Índia, onde participam de uma reunião ministerial do G20 na sexta 24, centrada principalmente nas consequências econômicas das guerra na Ucrânia.

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