Mundo

Itamaraty apura possível sequestro de brasileiro em meio ao caos no Equador

Mais cedo, o Ministerio das Relações Exteriores afirmou acompanhar com preocupação a crise na segurança pública vivida pelo país

Militares na rua de Guayaquil, no Equador, em meio a caos na segurança, em 9 de janeiro de 2024. Foto: Stringer/AFP
Apoie Siga-nos no

O Ministério das Relações Exteriores informou na noite desta terça-feira 9 acompanhar a denúncia de que um brasileiro teria sido sequestrado no Equador. A pasta disse manter contato com os familiares e buscar detalhes sobre o caso com as autoridades locais.

Circula nas redes sociais o vídeo de um rapaz que se diz filho do brasileiro que teria sido sequestrado em Guayaquil.

“Em observância ao direito à privacidade e ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, informações detalhadas poderão ser repassadas somente mediante autorização dos envolvidos”, acrescenta o Itamaraty.

Mais cedo, o Ministerio das Relações Exteriores afirmou acompanhar com preocupação a crise na segurança pública vivida pelo Equador.

A pasta também condenou “as ações de violência conduzidas por grupos criminosos organizados em diversas cidades” e manifestou “solidariedade ao governo e ao povo equatorianos diante dos ataques”.

Segundo o comunicado, o governo brasileiro mantém atenção especial à situação dos brasileiros que vivem no Equador.

Na tarde desta terça, o presidente Daniel Noboa declarou estado de “conflito armado interno” no país e determinou aos militares a “neutralização” de quadrilhas que intensificaram seus ataques. Ele classificou cerca de 20 grupos criminosos como “organizações terroristas e atores não estatais beligerantes”.

O decreto foi divulgado logo depois de homens armados e encapuzados invadirem a emissora TC Televisión, em Guayaquil, enquanto jornalistas transmitiam ao vivo um noticiário. A dramática situação se estendeu por pelo menos 30 minutos, até a intervenção da polícia.

O Equador passa por momentos de terror há dois dias, depois da fuga do presídio de Adolfo Macías, conhecido como Fito, chefe da principal quadrilha do país, conhecida como Los Choneros.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo