Economia

Expectativa de melhor desempenho do Brasil faz a Cepal rever o crescimento da América Latina

No caso da Argentina de Javier Milei, porém, a queda esperada será aprofundada

O presidente Lula em café da manhã com jornalistas, em 23 de abril de 2024. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Apoie Siga-nos no

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, a Cepal, revisou para cima, nesta quinta-feira 9, a projeção de crescimento médio para a região neste ano – de 1,9% estimado em dezembro para 2,1% -,devido às perspectivas de um melhor desempenho do Brasil.

Segundo a Cepal, “a expansão esperada para a região em 2024 permanece na trilha do baixo crescimento econômico observado nos últimos anos”, por consequência de um cenário internacional “complexo”.

Tanto o crescimento da atividade econômica quanto o do comércio global estão abaixo de suas médias históricas, mas também com taxas de juros que permanecem altas, afirmou o organismo da ONU.

Em nível regional, no entanto, a queda da inflação levou vários países a reduzirem suas taxas de juros “a partir do que poderia se esperar como um impacto favorável sobre a atividade econômica”.

O Brasil, a maior economia da região, vai crescer mais do que o esperado neste ano. Em dezembro, a Cepal havia previsto uma expansão de 1,6% para o País, mas o novo relatório situou o crescimento em 2,3%.

Para o Chile, Peru e Uruguai, também houve melhora na estimativa.

No caso da Argentina, porém, a queda esperada será aprofundada. Se em dezembro havia sido estimado um recuo de 1%, agora a projeção é de -3,1%.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo