Justiça

Extrema-direita: Advogada de Bolsonaro processa Weintraub por calúnia

Karina Kufa afirmou que as acusações tiveram sérias repercussões, já que passou a ser importunada com ‘desmedidas ofensas na rede social’

Advogada Karina Kufa - Foto: Reprodução/Instagram
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A advogada Karina Kufa, que defende o presidente Jair Bolsonaro (PL), protocolou uma notificação contra o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub por ofensas e calúnia.

O procedimento apresentado pela advogada é uma ação preparatória, que antecede o ajuizamento de uma ação penal. 

Segundo Kufa, as ofensas tiveram início em outubro de 2020, quando o ex-ministro a acusou de coordenar uma milícia digital nas redes sociais que teria como alvo “pessoas de viés conservador, agentes políticos, ministros de estado do atual governo e prejudicar a criação do partido em formação ALIANÇA PELO BRASIL”. 

“As acusações proferidas tiveram sérias repercussões, uma vez que a interpelante passou a ser importunada com desmedidas ofensas na rede social por parte de todo o país. Fato é que a publicação do interpelado na rede mundial de computadores afigura-se extremamente grave, potencialmente criminosa e precisa ser esclarecida por ele, sendo absolutamente cabível, portanto, o pedido de explicações”, diz trecho da ação.

Ainda conforme o documento, em 2022 a situação se intensificou, após um desentendimento entre o secretário especial da Cultura, Mario Frias, e o irmão do ex-ministro, Arthur Weintraub. 

Inconformados com o fato de que Frias “curtiu a publicação de uma internauta que comentava sobre a possibilidade do interpelado ser preso ao retornar ao país para tentar articular sua candidatura a Governador do Estado de São Paulo, começaram a irrogar críticas ao integrante do governo”, diz a peça.

Em resposta, Kufa publicou: “Caíram mais máscaras. Os irmãos nunca me enganaram”.

Weintraub, por sua vez, sugeriu que a advogada teria agido de forma fraudulenta na tentativa de formação do Aliança pelo Brasil, apropriando-se ilicitamente de verbas destinadas à criação da sigla. 

Diante das acusações o procedimento solicita que Weintraub explique o que pretendeu dizer com suas publicações; de que forma a profissional teria sabotado a criação da legenda; e qual o interesse do ex-ministro de disseminar “fatos ofensivos e criminosos”.

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