Justiça

Dino diz que não comentará mais possível indicação ao STF: ‘Em respeito a Lula’

Atual ministro da Justiça é o mais cotado, até aqui, para assumir a vaga de Rosa Weber, que se aposentou na última sexta-feira

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse que vai manter “silêncio absoluto” a partir de hoje sobre uma possível indicação à vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Dino anunciou a posição em uma coletiva de imprensa em que apresentou o Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas, nesta segunda-feira 2, em Brasília. 

“Desde o início dessas especulações [sobre uma possível indicação ao STF], eu aguardei uma postura de absoluto silêncio em relação a essa temática. Entre elas, pelo absoluto respeito que tenho pelo presidente Lula. E esse silêncio é coerente sobre o que está na minha cabeça”, afirmou Dino.

Em um último comentário, no entanto, ele disse não pensar em sair do Ministério da Justiça e Segurança Pública. “Eu afirmo aos senhores que, em 14 horas que fico aqui dentro desse Ministério todos os dias, eu não trato e não penso sair daqui”, afirmou.

Mudança de postura

O anúncio contrata com a postura que Dino vinha adotando até aqui ao ser questionado sobre o tema. Na semana passada, por exemplo, ele falou sobre o fato de ser cotado à vaga no STF. Em entrevista ao jornal O Globo, no último sábado 30, o atual ministro do governo Lula (PT) disse que, se fosse indicado para a Corte, não voltaria à política.

Em outra contribuição pública sobre a indicação, Dino chegou a antecipar que Lula não levaria em conta apenas itens como gênero e raça para a escolha de quem irá substituir Rosa Weber. O pleito dos movimentos sociais é para que uma mulher negra seja a escolhida.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Os Brasis divididos pelo bolsonarismo vivem, pensam e se informam em universos paralelos. A vitória de Lula nos dá, finalmente, perspectivas de retomada da vida em um país minimamente normal. Essa reconstrução, porém, será difícil e demorada. E seu apoio, leitor, é ainda mais fundamental.

Portanto, se você é daqueles brasileiros que ainda valorizam e acreditam no bom jornalismo, ajude CartaCapital a seguir lutando. Contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo