Justiça

AGU defende no STF inconstitucionalidade de lei que autorizou privatização da Copel

Manifestação foi feita no âmbito de ação apresentada pelo PT contra a lei de desestatização da companhia

AGU defende no STF inconstitucionalidade de lei que autorizou privatização da Copel
AGU defende no STF inconstitucionalidade de lei que autorizou privatização da Copel
Fachada da Companhia Paranaense de Energia, a Copel. Foto: Carlos Costa/CMC
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A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) na qual defende a declaração parcial de inconstitucionalidade da lei estadual do Paraná que autorizou a desestatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel).

A manifestação foi feita no âmbito de ação apresentada pelo PT contra a lei de desestatização da companhia. O processo está sob a relatoria do ministro Luiz Fux.

A AGU sustenta haver inconstitucionalidade nos dispositivos que proíbem, após a desestatização ser realizada, que acionista ou grupo de acionistas exerçam votos em número superior a 10% da quantidade de ações.

Nos argumentos, a AGU afirma que a limitação impede o Poder Público de exercer plenamente seus direitos políticos na sociedade de forma proporcional ao capital público investido e à sua responsabilidade na gestão da empresa.

O Governo do Paraná e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) possuem ações da companhia em percentual superior a 10%.

“Não há razão publicamente justificável para o Estado abrir mão, unilateralmente, dos poderes inerentes às suas ações ordinárias, limitando sua atuação de modo absolutamente desproporcional ao patrimônio público investido”, sustenta a AGU na manifestação enviada ao STF.

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