Petrobras reajusta mais uma vez preços da gasolina e do diesel

O aumento já havia sido ‘antecipado’ por Bolsonaro em conversa com apoiadores na sexta-feira e reafirmado em entrevista nesta manhã

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Economia,Política

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira 25 um novo aumento no preço da gasolina e do óleo diesel. O novo valor nas refinarias passa a valer a partir desta terça-feira 26.

O aumento já havia sido ‘antecipado’ por Jair Bolsonaro em conversa com apoiadores na última sexta-feira e reafirmado em entrevista nesta manhã. Em ambas ocasiões, o presidente disse não poder agir para conter os avanços nos preços.

No anúncio oficial, a Petrobras justificou o reajuste como uma forma de garantir que não haja desabastecimento em um momento de ‘demanda atípica’. A alta, segundo a própria empresa, é consequência da alta no dólar e do preço do petróleo bruto no mercado internacional.

De acordo com o anúncio, o reajuste médio da gasolina será de 21 centavos por litro, passando a ser vendido pela empresa por 3,19 reais para a distribuidora. Com a mistura do etanol, a fatia referente à Petrobras na bomba terá um aumento de 15 centavos por litro.

No diesel o reajuste é ainda maior, 28 centavos por litro na venda da Petrobras para a refinaria, que passa a custar 3,34 reais para a distribuidora. Com a mistura do óleo com o biodiesel para o consumidor final, o reajuste representa uma média de 24 centavos na fatia da empresa no valor aplicado na bomba.

Este é o segundo reajuste na gasolina e no diesel anunciado em menos de um mês. No ano, a alta acumulada é 65,3% para o óleo diesel e 73,4% para a gasolina.

O aumento ocorre poucos dias depois do anúncio de que o governo federal irá dar um auxílio de 400 reais aos caminhoneiros, ainda sem data para começar. A ajuda foi considerada uma ‘piada de mau gosto’ pelas lideranças da categoria, que alertam que o valor cobre pouco mais de 80 litros de diesel, suficiente para rodar apenas 160 quilômetros.

A alta nos preços reforça a possibilidade de uma greve geral dos caminhoneiros, que vem sendo preparada por sindicatos e associações para o dia 1º de novembro. Na pauta de reivindicações, além do preço do combustível, estão o retorno da aposentadoria especial com 25 anos de contribuição e a implantação da tabela de preço mínimo de frete.

O valor também gera insatisfação de empresários do setor, que, como protesto, pararam os caminhões que transportam combustível em seis estados brasileiros na última quinta-feira.

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Repórter do site de CartaCapital

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