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Caminhoneiros ameaçam nova greve se preço do diesel não cair

Caminhoneiros ameaçam nova greve se preço do diesel não cair

Líderes da categoria afirmam que o governo federal precisa buscar soluções ‘mais concretas’ para as reivindicações

Caminhoneiros podem repetir greve em 1º de novembro. Foto: Agência Brasil

Caminhoneiros podem repetir greve em 1º de novembro. Foto: Agência Brasil

Caminhoneiros brasileiros podem entrar em greve no dia 1º de novembro se o governo federal não atuar para baixar o preço do óleo diesel. O indicativo de 15 dias de paralisação foi aprovado em reunião de lideranças da categoria no último final de semana. A informação é do UOL.

“Ficou decidido que vamos dar 15 dias para o governo responder. Se não houver resposta de forma concreta em cima dos direitos do caminhoneiro autônomo, dia 1º de novembro, Brasil todo parado”, explicou Luciano Santos Carvalho, do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira, que esteve presente no encontro no sábado.

O indicativo de greve também é apoiado por outras associações de caminhoneiros do Brasil e pede, além da queda no valor do combustível, o retorno da aposentadoria especial após 25 anos de contribuição ao INSS, extinta pela reforma da Previdência, e defende o piso mínimo de frete no País.

A Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores também confirma a paralisação caso as reivindicações não sejam atendidas até o final deste mês. Segundo o presidente da entidade, Wallace Landim, a principal bandeira é de fato o preço do diesel.

Os líderes da categoria afirmam que o governo federal de Jair Bolsonaro precisa buscar soluções ‘mais concretas’ para as reivindicações dos caminhoneiros. Na reunião, motoristas cobraram políticas públicas que tragam efeitos práticos e não apenas discursos vindos do presidente.

A inclusão de outras reivindicações além do valor do combustível fez com que parte das associações não apoiassem integralmente o indicativo de greve. A Associação Brasileira dos Caminhoneiros, por exemplo, diz não fazer parte do movimento que ficou com ‘uma pauta muito extensa’, mas confirma que o preço do diesel precisa ser resolvido de forma imediata.

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