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PF suspeita que médico de Bolsonaro era funcionário fantasma na Apex em Miami

Linha de investigação foi revelada pelo jornal O Globo nesta quarta-feira

Jair Bolsonaro e o então médico da Presidência da República, Ricardo Camarinha. Foto: Reprodução/Instagram
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O médico Ricardo Camarinha, que ocupou o cargo de médico da Presidência da República durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PF), passou a ser investigado pela Polícia Federal (PF). A informação foi revelada nesta quarta-feira 17 pelo jornal O Globo.

Segundo a publicação, a investigação teve início depois que funcionários da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) afirmaram que Camarinha era funcionário fantasma do órgão.

Com um salário de 36,8 mil reais, Camarinha não aparecia para trabalhar na agência, segundo os depoimentos dos funcionários.

A publicação também aponta que os depoentes garantiram que a nomeação de Camarinha para a Apex foi uma ordem expressa de Bolsonaro ao então chefe da agência em Miami, nos Estados Unidos, o general Mauro Lourena Cid. Atualmente, o médico mora no país norte-americano.

Quando Bolsonaro esteve em temporada nos Estados Unidos, logo após sair da presidência, Camarinha chegou a visitar o ex-presidente. 

Os depoimentos dos funcionários ocorreram no âmbito das investigações sobre o caso das joias da Arábia Saudita recebidas por Bolsonaro, quando o ex-capitão ainda era presidente. Nessa investigação, Mauro Lourena Cid é suspeito de ter usado a estrutura da agências para negociar ilegalmente os itens. Ele também teria usado a verba da Apex para participar do acampamento golpista em Brasília.  

Ricardo Camarinha ainda não se pronunciou sobre as informações reveladas hoje.

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