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Em Minas, Lula cita risco de Bolsonaro e Guedes mudarem a regra para reajuste do salário mínimo

‘Isso significa que o salário mínimo não vai ter mais aumento real’, afirmou o petista a jornalistas; Economia nega

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto: Ricardo Stuckert
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O candidato à Presidência pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou a possibilidade de o ministro da Economia, Paulo Guedes, alterar as regras de reajuste do salário mínimo e das aposentadorias em um eventual segundo governo de Jair Bolsonaro (PL).

Na quinta-feira 20, o jornal Folha de S.Paulo informou que Guedes pretende acabar com a correção do valor pela inflação passada, o que significa retomar uma prática da ditadura militar. Em nota divulgada horas depois da reportagem, a Economia alegou que não existe ‘qualquer plano’ da pasta para alterar as bases de cálculo.

“Vocês viram ontem o ministro falando que o salário mínimo vai ser desindexado. Isso significa que o reajuste do salário mínimo não vai ter mais aumento real”, disse Lula, nesta sexta, em entrevista coletiva concedida em Juiz de Fora, em Minas Gerais. “Estejam preparados. 22 milhões de aposentados e 32 milhões de brasileiros que ganham o salário mínimo neste País não vão ter aumento acima da inflação.”

Lula ainda lembrou que em seus governos o salário mínimo tinha reajuste real, levando em consideração a inflação passada e o avanço do Produto Interno Bruto. 

“O Brasil está como uma nau sem rumo. Pela primeira vez, a eleição é entre nós e a máquina do Estado brasileiro”, concluiu o ex-presidente.

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