Augusto Diniz | Música brasileira

Jornalista há 25 anos, Augusto Diniz foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014.

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Série disponível no YouTube exalta os blocos afros e afoxés, secundarizados no Carnaval de Salvador

Características que diferem as agremiações revelam riqueza e representatividade

Foto: Divulgação
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Um registro de blocos afros e afoxés de Salvador, com os preparativos e os desfiles realizados no Carnaval de 2023, expõe de forma incontestável a representatividade dessas agremiações.

A série tem o nome de Afros e Afoxés: A Revolução do Tambor e mostra os blocos Ilê Aiyê, Muzenza, Cortejo Afro, Didá, Malê Debalê, Olodum e Filhos de Gandhy. São filmes breves sobre cada uma dessas agremiações.

O papel desses blocos como núcleos de resistência, consciência e preservação da cultura afro-brasileira é grandioso não só no Carnaval, mas ao longo de todo o ano, com suas atividades socioculturais.

O projeto faz parte do programa Salvador Capital Afro, da prefeitura da capital baiana, e está disponível no YouTube.

No filme do Cortejo Afro, a força visual e estética para transmitir as ligações ancestrais. No bloco Didá, a ocupação das mulheres no espaço cultural afro, com as percussionistas marcando o passo do festejo.

No capítulo dedicado ao Ilê Aiyê, a exaltação à negritude e o empoderamento negro. No curta sobre o Muzenza, a confluência do samba com o reggae e as questões raciais.

Com os Filhos de Gandhy, a fé e o sagrado em plena convergência com o Carnaval. No filme do Olodum, o tambor como elemento central para irradiar a Bahia e sua contribuição imensa à cultura brasileira.

Por fim, o curta do Malê Debalê traz a representatividade por meio da dança, com a união da batida percussiva, a música e o movimento.

Cada bloco tem seu toque musical, mas todos têm o tambor como elemento central. A série revela o Carnaval profundamente ligado às raízes, embora seja frequentemente secundarizado nesta época.

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