Justiça
Primeira Turma do STF forma maioria para manter prisão dos supostos mandantes da morte de Marielle
Decisão de Moraes passa por referendo no tribunal e já recebeu aval de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin; restam ainda os votos de Luiz Fux e Flávio Dino, os outros dois membros da Primeira Turma da Suprema Corte
A decisão de Alexandre de Moraes de mandar prender os três supostos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes tem apoio da maioria dos ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.
Votaram, na madrugada desta segunda-feira 25, para manter a ordem expedida por Moraes no final de semana, os ministros Cristiano Zanin e Carmén Lúcia. Restam ainda os votos de Luiz Fux e Flávio Dino, os outros dois membros da Primeira Turma, que têm até o final do dia para inserir suas posições no plenário virtual.
A Primeira Turma analisa se Moraes seguiu os ritos adequados ao mandar prender, neste domingo 24, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro e deputado federal, respectivamente. A decisão também levou para a prisão o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil no estado.
Os Brazão são apontados como idealizadores do assassinato da vereadora em 14 de março de 2018, enquanto o delegado foi apontado como autor do crime, por ‘planejar meticulosamente’ o atentado. Ele teria ainda atuado para impedir que as investigações identificasse os mandantes.
Moraes, na decisão, ainda determinou busca e apreensão em endereços ligados aos três presos e outros quatro alvos, que também tiveram medidas cautelares diversas à prisão impostas (uso de tornozeleira eletrônica, afastamento de funções, recolhimento de passaportes e bloqueio de contas. Os alvos são:
- Erika Andrade, esposa de Rivaldo;
- Robson Calixto, assessor de Domingos Brazão no TCE;
- Giniton Lages, primeiro delegado do caso;
- e Marco Antônio de Barros Pinto, comissário da Polícia e braço-direito de Giniton no caso.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
União Brasil expulsa deputado acusado de mandar matar Marielle
Por Wendal Carmo
Quem é o miliciano que se infiltrou no PSOL para monitorar passos de Marielle e repassar informações aos assassinos
Por Wendal Carmo
À PF, Lessa apontou mandantes, motivações e recompensas para assassinar Marielle; leia os detalhes do plano
Por Wendal Carmo
Leia a íntegra da decisão de Moraes que mandou prender supostos mandantes da morte de Marielle
Por CartaCapital



