Política

Área de mina da Braskem em Maceió tem estabilidade e afundamento pode ser localizado, diz ministério

Relatório aponta, porém, que o cenário demanda atenção, porque a movimentação do solo ainda ocorre em velocidade elevada

Registro aéreo do bairro Mutange, em Maceió (AL), em meio ao risco de colapso de uma mina da Braskem, em 1º de dezembro de 2023. Foto: Robson Barbosa/AFP
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O Ministério de Minas e Energia informou neste domingo 3 que o afundamento do solo na área de uma mina que era explorada pela Braskem em Maceió, capital de Alagoas, está em estabilização. Segundo a pasta, um eventual desabamento tende a ser localizado.

“Observa-se estabilização da situação, com redução do ritmo de subsidência do terreno e redução da probabilidade de deslocamentos de terra de larga escala”, diz um relatório do ministério.

O monitoramento aponta uma redução na velocidade de deslocamento do solo: de 50 centímetros em 29 e em 30 de novembro para cerca de 15 centímetros por dia no sábado 2. O relatório, contudo, diz que o cenário ainda demanda atenção, por se tratar de uma velocidade elevada.

“A expectativa dos especialistas neste momento, é que, se houver desmoronamento, ocorrerá de forma localizada e não generalizada”, prossegue o documento. “Não se observa alteração expressiva do nível da lagoa. Entende-se haver baixo risco de contaminação da lagoa.”

Desde o início do monitoramento da mina, em 28 de novembro, o afundamento do solo é de 1,69 metro, de acordo com a Defesa Civil de Maceió. O órgão informou na manhã deste domingo se manter em alerta máximo devido ao risco iminente de colapso da mina 18, no bairro do Mutange. Permanece a recomendação para que as pessoas não transitem pela região, já desocupada.

A cratera que poderia resultar do colapso do solo surgiria em uma área localizada às margens da Lagoa Mundaú, consequência de um processo que se agravou nos últimos anos. Em 2018, cavernas abertas pela extração de sal-gema, realizada pela Braskem desde o final dos anos 1990, começaram a ser fechadas após cinco bairros passarem a afundar. Ao menos 50 mil pessoas foram afetadas.

O caso deveria entrar na mira de uma CPI no Senado, mas os trabalhos estão emperrados. O presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), leu em 24 de outubro o requerimento de criação da comissão, proposta por Renan Calheiros (MDB-AL). Desde então, porém, nada aconteceu, porque os líderes partidários ainda não indicaram seus representantes. O colegiado deve contar com 11 titulares e sete suplentes.

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