Política

Wanderson de Oliveira, secretário do Ministério da Saúde, pede demissão

Wanderson era da Secretaria de Vigilância em Saúde e sai devido à demissão iminente do ministro Luiz Henrique Mandetta

Wanderson de Oliveira atuou como secretário de Vigilância em Saúde. Foto: José Dias/PR
Wanderson de Oliveira atuou como secretário de Vigilância em Saúde. Foto: José Dias/PR
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O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, pediu demissão na manhã desta quarta-feira 15 após ter mandado uma carta de despedida para os demais funcionários do Ministério, já que o ministro Luiz Henrique Mandetta está na iminência de ser demitido pelo presidente Jair Bolsonaro.

A informação foi divulgada pela assessoria da pasta. O secretário era umas das figuras que apresentava, junto com Mandetta e o secretário-executivo João Gabbardo, as atualizações técnicas do Ministério diante da epidemia do coronavírus no Brasil.

Mais cedo, uma carta de despedida de Wanderson foi divulgada pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. Nela, o ex-secretário afirma que a demissão do ministro Mandetta deve estar programada para “as próximas horas ou dias”. Wanderson ainda desabafa: “Pode ser um anúncio respeitoso diretamente para ele ou pode ser um Twitter. Só Deus para entender o que querem fazer”.

O ex-secretário ainda diz que o trabalho da secretaria há de continuar por ser uma pasta técnica e pautada pela “transparência, ética e preceitos constitucionais”. Na carta, ele também afirma que indicou Gerson Pereira, então diretor do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério, para assumir interinamente o seu cargo.

Leia a carta na íntegra:

Bom dia!

Finalmente chegou o momento da despedida. Ontem tive reunião com o Ministro e sua saída está programada para as próximas horas ou dias. Infelizmente não temos como precisar o momento exato. Pode ser um anúncio respeitoso diretamente para ele ou pode ser um Twitter. Só Deus para entender o que o querem fazer.

De qualquer forma, a gestão do Mandetta acabou e preciso me preparar para sair junto, pois esse é um cargo eletivo e só estou nele por decisão do Mandetta. No entanto, por conhecer tão profundamente a SVS, tenho certeza que parte do que fizemos na SVS vai continuar, pois é uma secretaria técnica e sempre nos pautamos pela transparência, ética e preceitos constitucionais.

A maioria da equipe vai permanecer e darão continuidade ao trabalho de excelência que sempre fizeram e para isso não precisam mais de mim.

Foi uma honra enorme trabalhar mais uma vez com você. Para que não tenhamos solução de continuidade, indiquei o meu amigo querido Gerson Pereira para ficar de Secretário interino. Ele é um Profissional excelente e vai dar seguimento a tudo que estamos fazendo.

Vou entregar o cargo assim que a decisão sobre o Mandetta for resolvida. Todos estão livres para fazer o que desejarem.

Tenho certeza que a SVS continuará grande e será maior, pois vocês é que fazem ela acontecer. Minhas contribuições foram pontuais e insignificantes, perto do que essa Secretaria é como uma só equipe. A SVS é minha escola e minha gratidão por ter trabalhado com você será eterna. Muito obrigado por me permitir estar Secretário Nacional de Vigilância em Saúde. Jamais imaginei que seria o primeiro enfermeiro a ocupar tão elevado e importante cargo e o primeiro de muitos que virão.

Giovanna Galvani

Giovanna Galvani É repórter do site de CartaCapital.

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