Ministério da Saúde confirma 2.433 casos de coronavírus e 57 mortes

São Paulo segue com maior parte das mortes pela doença no país

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Foto: Isac Nóbrega/PR

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Foto: Isac Nóbrega/PR

Política,Saúde

O Ministério da Saúde confirmou, nesta quarta-feira 25, 2.433 casos de coronavírus no Brasil e 57 mortes. São 232 casos e 11 óbitos a mais em relação ao dia anterior, quando a pasta informou 2.201 pacientes e 46 falecimentos. Os números foram confirmados em coletiva de imprensa.

São 1.404 casos na região Sudeste, 390 no Nordeste, 313 no Sul, 221 no Centro-Oeste e 105 no Norte. Há casos confirmados em todos os estados e no Distrito Federal. Foram identificadas pessoas infectadas, principalmente, em São Paulo (862), no Rio de Janeiro (370), no Ceará (200) e no Distrito Federal (160).

São Paulo concentra 48 mortes do total, oito óbitos a mais do que o último balanço.As novas vítimas são seis homens (75, 82, 72, 98, 80 e 70 anos) e duas mulheres, de 87 e 52 anos; esta última tinha comorbidades, grupo de pessoas que, assim como os idosos, configuram grupo de risco. Só na capital, há 722 casos de coronavírus confirmados.

Também foram registrados falecimentos no Rio de Janeiro (6), no Rio Grande do Sul (1), em Pernambuco (1) e no Amazonas (1).

Na quinta-feira 26, o Brasil completa 30 dias desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus. Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o governo deve apresentar, na data, um balanço mais amplo sobre o período, tendo como referência as projeções feitas 40 dias atrás.

 

Apesar do crescimento dos números no país, o presidente Jair Bolsonaro voltou a chamar o coronavírus de “gripezinha” durante pronunciamento em rede nacional. Na TV, Bolsonaro pediu o fim da quarentena e afirmou que não há razão para o “confinamento em massa”, já que o grupo de risco compreende principalmente os idosos.

A declaração do presidente foi amplamente criticada por autoridades, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que classificou a fala como “grave” e afirmou que o Brasil precisa de uma “liderança séria” no combate à pandemia.

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