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Máscaras gigantes

Na semana da volta às aulas em Manaus, estudantes da rede estadual foram às redes sociais criticar o tamanho das máscaras entregues pela secretaria. Por serem muito grandes, ficam largas e não garantem a proteção do nariz e boca dos estudantes, conforme orientações da saúde. […]

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Na semana da volta às aulas em Manaus, estudantes da rede estadual foram às redes sociais criticar o tamanho das máscaras entregues pela secretaria. Por serem muito grandes, ficam largas e não garantem a proteção do nariz e boca dos estudantes, conforme orientações da saúde.

Créditos: Reprodução / Redes Sociais

Segundo reportagem do G1, além de admitir falhas na entrega de algumas máscaras, a Seduc-Am afirmou que novos modelos seriam entregues sem ônus. O secretário de educação do estado, Luis Fabian, afirmou que proteções no tamanho P, M e G estariam disponíveis nas unidades de ensino a partir do dia 20 de agosto e poderiam ser trocadas.

Na ordem de pagamento disponível no Diário Oficial do Estado consta a aquisição de 920.059 máscaras de tamanho único, no valor de 2.392 milhões. Na etiqueta das máscaras, bem como no portal da Transparência do estado do Amazonas, a Nilcatex Têxtil aparece como responsável pela fabricação dos itens. A empresa não é do estado, mas sediada em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, o que é criticado pelo deputado estadual Dermilson Carvalho das Chagas (PP).

“O estado do Amazonas tem cerca de 50 empresas do setor têxtil. Como justificar essa compra fora da praça em um momento de desemprego e dificuldade econômica?”, questiona o parlamentar. Chagas diz que, até o momento, não tem notícias da troca das máscaras nas escolas.

Em janeiro deste ano, o parlamentar protocolou uma notícia crime contra a Secretaria de Estado de Educação apontando ilegalidade na compra de uniformes escolares para os alunos da rede pública estadual, conforme noticiou Carta Capital. O contrato também envolvia a empresa Nilcatex. “Até o momento não vi o fardamento escolar ser entregue na rede”, afirma. Na época, a Secretaria de Educação do Estado falou em atender 450 mil estudantes com o fardamento escolar.

A reportagem questionou a Seduc-Am se a troca das máscaras já foi feita nas escolas. A pasta não detalhou o processo, apenas reafirmou que “máscaras de tamanho superior podem ser trocadas nas escolas e que as máscaras de modelos azuis são para servidores da educação e estudantes de Ensino Médio, com tamanhos M e G”.

Segundo a pasta, o material foi adquirido por meio de Licitação Pública Nacional (LPN), tendo como fonte recursos do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID), com participação no processo licitatório de empresas de todo país. “A Secretaria de Estado de Educação informa que não pagou pelas máscaras com desconformidades de tamanho distribuídas na rede estadual de ensino”, afirmou, em nota.

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