Política

Ramagem é alvo de operação da PF contra suposta espionagem ilegal na Abin

Deputado comandou a agência de inteligência durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro

Alexandre Ramagem, diretor-geral da Polícia Federal (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)
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A Polícia Federal cumpre, na manhã desta quinta-feira 25, mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos de participar de um esquema ilegal de espionagem, que monitorava cidadãos comuns e autoridades.

Segundo os investigadores, o grupo utilizava de ferramentas de geolocalização de dispositivos móveis sem a devida autorização judicial.

Um dos alvos da operação seria o ex-diretor da Abin e atual deputado federal, Alexandre Ramagem, que comandou a agência de inteligência durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Aliado de primeira-hora do ex-capitão, Ramagem foi escolhido por Bolsonaro para disputar a Prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições municipais deste ano.

Conforme apurado pela GloboNews, agentes da PF cumprem mandados de busca e apreensão no gabinete do bolsonarista e em seu apartamento funcional.

Ao todo estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares, como a suspensão imediata do exercício das funções públicas de sete policiais federais. As diligências de busca e apreensão ocorrem em Brasília/DF (18), Juiz de Fora/MG (1), São João Del Rei/MG (1) e Rio de Janeiro/RJ (1).

A operação deflagrada nesta quinta-feira, chamada de “Vigilância Aproximada”, é um desdobramento da operação “Primeira Milha”, iniciada em outubro de 2023 para investigar o suposto uso criminoso da ferramenta “FirstMile”.

O dispositivo, de origem israelense, foi usado pela gestão Bolsonaro para monitorar ilegalmente a localização de inimigos políticos do ex-capitão, servidores públicos, jornalistas e até mesmo juízes. À época, a Abin confirmou que utilizou a tecnologia.

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