PDT minimiza números de Ciro nas pesquisas e diz que processo eleitoral ainda não começou

Para o ex-deputado Miro Teixeira, o momento não é de se discutir popularidade e sim capacidade de governar

Foto: Reprodução

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Política

O ex-deputado Miro Teixeira (PDT), um colaborador entusiasmado – como ele se define – da campanha de Ciro Gomes, credita as baixas porcentagens de intenção de voto no candidato ao fato do processo eleitoral ainda não ter começado efetivamente.

O pedetista argumenta que, quando o cenário estiver melhor definido, Ciro “vai ser assimilado pelo eleitor como uma pessoa preparada e que não tem as amarras com centro, direita ou esquerda”.

Levantamento feito pelo Datafolha em maio coloca Ciro em quarto lugar, com 6%, atrás do ex-presidente Lula, do presidente Jair Bolsonaro e do ex-juiz Sergio Moro.

Assim como o presidente do PDT, Carlos Lupi, Teixeira acredita que os números de Ciro devem começar a melhorar a partir de 2022.

Em conversa com CartaCapital, Lupi diz esperar que, até março, sete meses antes das eleições, o presidenciável tenha entre 15% e 20% nas pesquisas.

Para Teixeira, até lá o que deve ser discutido é a pandemia do novo coronavírus.  “O tempo do debate é no ano que vem, que será o momento mais apropriado de se fazer avaliações de possibilidades. O que se faz agora é avaliação de qualidade e o Ciro é um candidato de qualidade”, afirma.

“O Ciro é um candidato para ir ao segundo turno, porque tem um programa, é estudioso, conhece o Brasil e tem experiência. Mas acho que não é a hora de colocar o bloco na rua”, acrescenta Teixeira que foi convidado para coordenar a campanha do candidato, mas recusou. “Quem coordena a campanha é o próprio candidato”, pontua.

 

 

Apesar de considerar precipitada a tentativa de se definir um nome de centro que supere Lula e Bolsonaro, Teixeira aponta que, dos cogitados, o pedetista é o que tem maior potencial de vencer os líderes das pesquisas.

“A diferença [dele] é a experiência, o preparo. Ele é diferente pelo conhecimento de País e pelas soluções que ele apresenta”, diz. “O Ciro não é um candidato de terceira via. Ele não é o menos pior, ele é o melhor, e quer buscar aliança com a população sem depender de intermediários. Ele tem amarras com ideias e tem compromissos com objetivos”, elogia.

Será a quarta vez que Ciro tenta se tornar presidente. Em 1998, 2002 e 2018, o pedetista ficou em terceiro lugar. Teixeira lembra os fracassos de Lula antes de vencer pela primeira vez em 2002. “O Ciro esgotou a cota de derrotas de disputa presidencial e está na hora dele ganhar”.

Por fim, Teixeira discorda do presidenciável quanto ao segundo turno, caso a disputa fique entre Lula e Bolsonaro.

Nesta sexta-feira 18, o candidato reforçou suas críticas ao PT. “Eu fui para Paris e vou cem vezes, todas as vezes que me obrigarem a votar em bandido. Eu não sou obrigado, sou um cidadão que escolhe o candidato pela melhor proposta que ele tem”, disse.

“Majoritariamente, o PDT optará pelo Lula, mas temos convicção de que o Ciro estará no segundo turno”, afirmou Teixeira.

 

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