Política

Pacheco se reúne com o presidente do Superior Tribunal Militar, que ironizou áudios sobre tortura

‘Além das pautas de interesse do STM no Senado, reforcei a ele a importância do diálogo entre todas as instituições’, disse o parlamentar

Pacheco se reúne com o presidente do Superior Tribunal Militar, que ironizou áudios sobre tortura
Pacheco se reúne com o presidente do Superior Tribunal Militar, que ironizou áudios sobre tortura
Foto: Reprodução/Redes Sociais
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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), se reuniu nesta quarta-feira 4 com o presidente do Superior Tribunal Militar, Luís Carlos Gomes Mattos.

Pacheco se manifestou por meio de nota após o encontro e afirmou que, “além das pautas de interesse do STM no Senado, reforcei a ele a importância do diálogo entre todas as instituições para o fortalecimento da democracia e a preservação do Estado de Direito, condições fundamentais para o desenvolvimento social e econômico”.

E emendou: “E esse alinhamento, necessário para o processo de pacificação social, só é possível por meio do diálogo”.

Nas últimas semanas, Mattos – um general do Exército – ganhou destaque ao afirmar que as notícias sobre os áudios em que ministros do STM atestavam nos anos 1970 a prática de tortura na ditadura militar são “tendenciosas” e têm o objetivo de “atingir as Forças Armadas”.

“Nós somos quem cuida da disciplina, da hierarquia, que são os nossos pilares. Não temos resposta nenhuma para dar, simplesmente ignoramos uma notícia tendenciosa daquela, que nós sabemos o motivo”, disse Mattos durante sessão do STM em 19 de abril.

“Aconteceu aí durante a Páscoa. Garanto que não estragou a Páscoa de ninguém. A minha não estragou. Apenas a gente fica incomodado que vira e mexe não tem nada para buscar hoje e vão rebuscar o passado. Só varrem um lado, não varrem o outro. E é sempre assim.”

Os áudios, gravados entre 1975 e 1985, foram divulgados pela colunista do jornal O Globo Miriam Leitão. Eles foram obtidos pelo historiador da UFRJ Carlos Fico por meio de uma autorização da Justiça.

Nas sessões, abertas e secretas, os ministros militares e civis do STM fazem comentários sobre casos de tortura que ocorreram sob a ditadura. Entre os relatos há o de uma mulher grávida de três meses que passou por um aborto após receber choques elétricos em seu aparelho genital.

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