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Presidente do Superior Tribunal Militar ironiza áudios sobre tortura: ‘Não estragaram a minha Páscoa’

Luís Carlos Gomes Mattos chamou as notícias sobre as gravações de ‘tendenciosas’

Foto: Reprodução
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O presidente do Superior Tribunal Militar, ministro Luís Carlos Gomes Mattos – um general do Exército -, disse nesta terça-feira 19 que as notícias sobre os áudios em que ministros do STM atestavam nos anos 1970 a prática de tortura na ditadura militar são “tendenciosas” e têm o objetivo de “atingir as Forças Armadas”.

“Nós somos quem cuida da disciplina, da hierarquia, que são os nossos pilares. Não temos resposta nenhuma para dar, simplesmente ignoramos uma notícia tendenciosa daquela, que nós sabemos o motivo”, disse Mattos durante sessão do STM.

“Aconteceu aí durante a Páscoa. Garanto que não estragou a Páscoa de ninguém. A minha não estragou. Apenas a gente fica incomodado que vira e mexe não tem nada para buscar hoje e vão rebuscar o passado. Só varrem um lado, não varrem o outro. E é sempre assim.”

Os áudios, gravados entre 1975 e 1985, foram divulgados pela colunista do jornal O Globo Miriam Leitão. Eles foram obtidos pelo historiador da UFRJ Carlos Fico por meio de uma autorização da Justiça.

Nas sessões, abertas e secretas, os ministros militares e civis do STM fazem comentários sobre casos de tortura que ocorreram sob a ditadura. Entre os relatos há o de uma mulher grávida de três meses que passou por um aborto após receber choques elétricos em seu aparelho genital.

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