Política
O que pensa o comandante do Exército sobre rejeição do STF a um ‘poder moderador’ das Forças Armadas
Ouvido pela ‘CNN Brasil’, Tomás Paiva foi enfático ao afirmar que o posicionamento da Suprema Corte está ‘totalmente certo’ é não é ‘nenhuma novidade’ para as Forças Armadas
A decisão do Supremo Tribunal Federal que rejeitou a interpretação da Constituição Federal que daria às Forças Armadas papel de ‘poder moderador’ está “totalmente certa”. É o que pensa é comandante do Exército, general Tomás Paiva.
Ouvido pela CNN Brasil, o militar foi enfático ao afirmar que o posicionamento da Suprema Corte não é nenhuma “novidade” para o Exército e que esse entendimento já era consolidado dentro das FAs.
A confirmação da inexistência de um poder moderador no Brasil foi proferida pelo STF em uma ação ajuizada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), que questionava os limites da atuação das Forças Armadas no País.
A ação ainda visava impedir que o Artigo 142 da Constituição seja utilizado para justificar o uso do Exército, Marinha e Aeronáutica a fim de interferir no funcionamento das instituições democráticas.
A tese do “poder moderador” foi enfatizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para justificar eventuais medidas contra outros poderes durante o seu governo.
Nesta terça-feira 2, a Corte formou maioria contra tese defendida por bolsonaristas de que o Exército poderia intervir nos Três Poderes da República, caso entendesse haver risco democrático.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, seguiu o mesmo argumento, pontuando que a decisão do STF “é a confirmação do óbvio”.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Nos 60 anos do golpe, Dino rechaça ‘poder militar’ e defende notificar as Forças Armadas; entenda o julgamento
Por CartaCapital
Gilmar cobra ‘luta contra o esquecimento’ ao repudiar o golpe de 1964
Por CartaCapital



