Política

O perfil dos eleitores de Boulos e Nunes na disputa pela Prefeitura de São Paulo

Na Datafolha desta segunda-feira, o candidato do PSOL obtém índices positivos entre aqueles que tiveram mais acesso à educação, enquanto atual prefeito de SP tem preferência no eleitorado mais conservador

Guilherme Boulos (PSOL-SP) e Ricardo Nunes (MDB), pré-candidatos à prefeitura de SP. Fotos: Bruno Spada/Câmara dos Deputados e Wilson Dias/Agência Brasil
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Ao menos por enquanto, a corrida eleitoral pela Prefeitura de São Paulo vem apresentando o seguinte recorte para os principais candidatos da disputa: Guilherme Boulos (PSOL), da oposição, é o preferido entre os eleitores paulistanos de renda alta e com ensino superior; enquanto Ricardo Nunes (MDB), que busca a reeleição, tem a preferência do eleitorado mais pobre e com ensino fundamental.

É o que mostra a pesquisa Datafolha sobre a eleição para a prefeitura de SP, divulgada nesta segunda-feira 11. Em números gerais, o levantamento mostrou um empate técnico entre os dois candidatos, em praticamente todos os cenários.

A disputa deste ano pela prefeitura da capital paulista é reconhecida – inclusive, pelo presidente Lula (PT) – como um reflexo da correlação de forças a nível nacional. 

Assim, entre os entrevistados que se declararam petistas, Boulos obteve 49% das preferências, enquanto Nunes alcançou 18%. Já entre aqueles que se disseram bolsonaristas, Nunes chegou a 48%, enquanto Boulos ficou com 9%.

A pesquisa Datafolha mostrou que Boulos tem 42% da preferência entre o eleitorado que possui ensino superior, contra 25% do atual prefeito. Por outro lado, entre aqueles que têm o ensino fundamental, a lógica é quase inversa: 35% para Nunes e 22% para o deputado federal.

A preferência da elite pelo parlamentar do PSOL – e dos setores mais vulneráveis por Nunes – se reflete em termos de renda. Nesse caso, o ex-líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) obteve 41% entre quem diz receber mais de dez salários mínimos. Já o emedebista obteve 17% neste grupo.

Entre quem recebe até dois salários mínimos – valor, aliás, que inclui a maior parte da população economicamente ativa -, Nunes marcou 30%. Boulos, por sua vez, obteve 24% das preferências.

Ao lado da renda e do nível de educação, outro elemento importante para compor o perfil eleitoral, no caso brasileiro, é a religião. Considerando esse elemento, Nunes obteve a preferência, segundo o Datafolha, entre evangélicos (37%) e católicos (34%).

O Datafolha ouviu pessoalmente 1.090 eleitores entre os dias 7 e 8 de março. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

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