Ministro da Justiça nomeia novo chefe de órgão que monitorou antifascistas

O delegado Thiago Marcantonio Ferreira substitui Gilson Libório no comando da Secretaria de Operações Integradas

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça. Foto: Daniel Estevão/MJSP

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça. Foto: Daniel Estevão/MJSP

Política

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, nomeou o delegado federal Thiago Marcantonio Ferreira para o comando da Diretoria de Inteligência da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), segundo publicação do Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira 5. Marcantonio Ferreira substitui Gilson Libório de Oliveira Mendes, que havia entrado no cargo em 25 de maio e foi demitido na segunda-feira 3.

Segundo dados do Ministério da Justiça, Marcantonio Ferreira se graduou em Direito pelo Centro Universitário Toledo e se especializou em Ciências Penais pela Universidade do Sul de Santa Catarina. Ele é delegado de Polícia Federal desde 2006 e já chefiou algumas operações da corporação. Antes de entrar na Seopi, Marcantonio Ferreira já estava no Ministério da Justiça, onde atuava como assessor especial de André Mendonça desde 7 de julho.

 

A troca na chefia ocorre após o portal UOL revelar, em 24 de julho, que o governo monitora servidores antifascistas por meio de uma ação sigilosa desde o mês de junho. Segundo o veículo, a Seopi produziu um dossiê em que relacionou nomes, fotografias e endereços de redes sociais de algumas pessoas monitoradas.

A revelação motivou decisão da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que a pasta explique o relatório e escreveu que a investigação sigilosa “escancara comportamento incompatível” com a democracia.

Em nota, o Ministério da Justiça informou que sua Corregedoria-Geral instaurou uma Sindicância Investigativa para apurar os fatos relacionados ao órgão de inteligência. A pasta disse que a decisão decorre de ordem do próprio ministro.

Mendonça substituiu Sergio Moro no comando do Ministério, depois que o ex-juiz federal pediu demissão em 24 de abril. Ele ocupava a chefia da Advocacia-Geral da União (AGU).

 

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Repórter do site de CartaCapital

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