Política
Marina cobra o repasse de US$ 100 bilhões de países ricos para combater mudanças climáticas
Fundação de Leonardo DiCaprio promove um esforço para arrecadar US$ 100 milhões para o Fundo Amazônia, afirmou a ministra
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, cobrou nesta terça-feira 17 o compromisso assumido pelos países ricos de repassar a nações em desenvolvimento cerca de 100 bilhões de dólares anuais para a proteção do meio ambiente.
Marina e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, representam o Brasil no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
“Nós temos uma boa regulação global, mas faltam os investimentos. Os 100 bilhões que eram o compromisso dos países desenvolvidos ainda não foram aportados. Nós temos que ter um aporte de recursos para ações de mitigação, como também de adaptação”, disse a ministra durante um painel em que esteve ao lado de Haddad.
A promessa dos 100 bilhões de dólares ocorreu no âmbito de Acordo de Paris, fechado em 2015, e buscava acelerar a adoção de medidas nos países mais pobres para enfrentar as mudanças climáticas.
Nesta terça, Marina também declarou que a fundação do ator norte-americano Leonardo DiCaprio promove um esforço para arrecadar 100 milhões de dólares para o Fundo Amazônia, reativado após a posse de Lula (PT) na Presidência.
A ministra ainda disse negociar doações com Jeff Bezos, bilionário fundador da Amazon, e com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, presidido pelo brasileiro Ilan Goldfajn.
Segundo ela, o período que compreende o governo de Jair Bolsonaro (PL) “colocou o Brasil em um ponto muito difícil do ponto de vista da agenda ambiental, de direitos humanos e de enfrentamento às desigualdades sociais”.
“O Brasil tinha um ciclo de redução do desmatamento. Hoje estamos com recordes, com a agenda ambiental totalmente desmontada”, lamentou. “O Brasil tem compromissos ambiciosos em relação a ser um país que quer ser economicamente próspero, socialmente justo, politicamente democrático, culturalmente diverso e ambientalmente sustentável.”
O acumulado de alertas de desmatamento na Amazônia Legal durante o ano passado representa a pior marca da série histórica: 10.267 km², de janeiro até 30 de dezembro. Os dados são medidos anualmente, desde 2015, pelo Instituto de Pesquisas Espaciais, o Inpe, via Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real, o Deter.
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