Política

Lira defende Bolsonaro após decretos sobre armas: ‘Não extrapolou limites’

Segundo o presidente da Câmara, tratam-se de ‘prerrogativas’ do mandatário; vice-presidente da Casa discorda

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Foto: Agência Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Foto: Agência Câmara
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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), defendeu nesta segunda-feira 15 o direito do presidente Jair Bolsonaro de editar os decretos que flexibilizam a compra de armas de fogo no Brasil.

Lira, eleito para o comando da Câmara no início deste mês com o apoio expresso do Palácio do Planalto, discorda do vice-presidente da Casa, Marcelo Ramos (PL-AM), que vê na atitude de Bolsonaro uma invasão das competências do Legislativo.

“Ele não invadiu competência, não extrapolou limites já que, na minha visão, modificou decretos já existentes. É prerrogativa do presidente. Pode ter superlativado na questão das duas armas para porte, mas isso pode ser corrigido”, afirmou Lira ao blog de Andreia Sadi, no G1.

Questionado se a prioridade do País deve ser a facilitação da compra de armas, Lira respondeu: “É de cada um. É pauta dele. A minha prioridade eu já deixei claro que é vacina”.

Marcelo Ramos, por sua vez, criticou no domingo 14, nas redes sociais, a decisão de Bolsonaro. “Mais grave que o conteúdo dos decretos relacionados a armas editados pelo presidente é o fato de ele exacerbar do seu poder regulamentar e adentrar numa competência que é exclusiva do Poder Legislativo”, afirmou. “O presidente pode discutir sua pretensão, mas encaminhando PL a Câmara”.

As medidas decretadas por Bolsonaro flexibilizam os limites para compra e estoque de armas e cartuchos para pessoas autorizadas por lei.

O presidente elevou de quatro para seis o número de armas de fogo que um cidadão autorizado pode ter. O aval para compras de munições também foi ampliado.

Ex-presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) também criticou a iniciativa de Bolsonaro. Segundo o parlamentar, o presidente “acha que seu mundo extremo representa o País”. “O povo não quer armas. A população anseia pelas vacinas”, escreveu em sua conta no Twitter na noite deste domingo.

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