Política

Justiça barra tramitação de reforma da Previdência em Fortaleza

O projeto é de autoria do prefeito Sarto Nogueira (PDT); vereadora do mesmo partido moveu ação contra a aprovação do texto

Justiça barra tramitação de reforma da Previdência em Fortaleza
Justiça barra tramitação de reforma da Previdência em Fortaleza
Sindicatos protestam contra reforma da Previdência dos servidores em Fortaleza. Foto: Sindifort
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A Justiça barrou a tramitação sob regime de urgência da reforma da Previdência de Fortaleza, proposta pelo prefeito Sarto Nogueira (PDT), eleito em 2020 com o apoio de Ciro Gomes. A decisão, de caráter liminar, é de autoria da juíza Ana Cleyde Viana de Souza, da 14ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Fortaleza.

A liminar atende ação movida pela vereadora Enfermeira Ana Paula, do mesmo partido do prefeito. Conforme mostrou CartaCapital, a reforma da Previdência no município abriu discordância interna no PDT. A ideia de Sarto Nogueira é mudar artigos do regime previdenciário dos servidores municipais para adequar as aposentadorias à reforma geral aprovada no Congresso em 2019. Seu partido, à época, disse ter fechado questão contra o projeto.

Para Ana Paula, houve ilegalidades na aprovação do projeto pela comissão especial da Câmara, como a desproporcionalidade na representatividade das legendas e a ausência de justificativa para a tramitação em regime de urgência.

Na decisão, a juíza reconheceu “existência de indícios que reforçam a alegação de irregularidade na tramitação do projeto de emenda em apreço no cumprimento da proporcionalidade”. Também pediu informações sobre as razões para que o projeto tramite em urgência. Após notificação, a Câmara de Fortaleza terá dez dias para esclarecer o rito legislativo à Justiça.

“Considerando o amplo impacto que o projeto de lei tratá à população local e os indícios de vícios processuais já aferíveis nesta fase processual, entendo necessária a suspensão da tramitação legislativa dos projetos de lei questionados até que este juízo tenha acesso às atas referentes aos atos praticados nas reuniões e sessões e demais atos ocorridos na Casa Legislativa”, escreveu a magistrada.

A CartaCapital, a vereadora do PDT celebrou a decisão judicial.

“Acredito que agora teremos fôlego para sensibilizar o poder Executivo municipal, para que ele abra o canal de diálogo com as entidades representativas e possam entrar em consenso sobre o texto”, afirmou.

Uma reunião entre o governo municipal e as frentes sindicais está prevista para segunda-feira 22. Procurada, a assessoria de Sarto Nogueira não respondeu nossos questionamentos.

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