Política

Gonet concorda com Moraes e aponta vínculo de Roberto Jefferson com os atos de 8 de Janeiro

PGR afirmou que réu é “elo relevante nessa engrenagem que resultou nos atos violentos de 8 de janeiro”

Gonet concorda com Moraes e aponta vínculo de Roberto Jefferson com os atos de 8 de Janeiro
Gonet concorda com Moraes e aponta vínculo de Roberto Jefferson com os atos de 8 de Janeiro
O ex-deputado Roberto Jefferson. Foto: Reprodução
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O procurador-geral da República Paulo Gonet apontou um vínculo entre as ações do ex-deputado federal Roberto Jefferson e as manifestações golpistas de 8 de Janeiro de 2023. A afirmação de Gonet consta em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira 18. No texto, o PGR defende que o processo de Jefferson siga no STF.

A defesa de Roberto Jefferson vem tentando, sem sucesso, tirar o processo do Supremo e enviar à primeira instância da Justiça Federal. O ministro Alexandre de Moraes enviou, no começo deste mês, para análise do plenário, a manutenção da ação penal na Corte.

Agora, a PGR concordou com os com os argumentos do ministro Alexandre de Moraes. Segundo Gonet, os “fatos imputados ao réu Roberto Jefferson podem ser vistos como elo relevante nessa engrenagem que resultou nos atos violentos de 8 de janeiro”.

Além disso, Gonet apontou que o ex-parlamentar ainda usou a estrutura partidária do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) para “fragilizar as instituições da República”.

“Num esforço que a visão deste momento permite situar como estratégia dirigida a fomentar movimento de rompimento condenável da ordem política”, disse.

Relembre

Roberto Jefferson está preso desde outubro de 2022, quando resistiu a um mandado de prisão e atacou agentes da Polícia Federal com tiros e granadas.

À época, o ex-parlamentar já cumpria prisão domiciliar por ameaçar e atacar ministros da Corte pelas redes sociais.

Ainda que estivesse proibido de usar a internet por força de uma medida cautelar, Jefferson continuou com as ofensas.

Ele também proferiu ameaças à ministra Cármen Lúcia após ela ter defendido o veto ao lançamento de um documentário sobre a facada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha de 2018.

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