Política

Golpistas não voltarão ao QG do Exército, diz interventor federal no DF

Segundo Ricardo Cappelli, ‘todos os elementos foram encaminhados para a PF’

Foto: Sergio Lima/AFP
Apoie Siga-nos no

O interventor federal na Segurança do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, afirmou nesta segunda-feira 9 que os golpistas não poderão retornar ao local onde estava instalado um acampamento bolsonarista em Brasília, em frente ao quartel-general do Exército.

Agentes de segurança do DF cumpriram nesta manhã a ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes pelo desmonte do acampamento. O fim da aglomeração ocorreu menos de 24 horas depois de terroristas bolsonaristas invadirem áreas do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF.

“Desativamos o acampamento que funcionou como QG dos atos antidemocráticos inaceitáveis de ontem. Todas as barracas serão retiradas”, informou Cappelli pelas redes sociais nesta tarde. “A área foi retomada e não será permitida a volta de ‘manifestantes’. Todos os elementos foram encaminhados para a PF. A lei será cumprida.”

Segundo  o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Flávio Dino, mais de 1,5 mil pessoas foram presas em flagrante ou detidas em decorrência dos atos de terrorismo. A maioria estava acampada no Setor Militar Urbano.

Cappelli é secretário-executivo do Ministério da Justiça, indicado por Dino. Jornalista, ele é pós-graduado em Administração Pública pela FGV. Foi assessor de gabinete do vereador Fernando Gusmão, do Rio de Janeiro, e trabalhou na Coordenadoria de Políticas Públicas para a Juventude do governo do estado. No governo da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), desempenhou a função de secretário Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo