Política

Deputados debatem limites constitucionais para atuação política das Forças Armadas

Uma audiência temática na CCJ da Câmara tenta definir a zona de atuação política dos militares brasileiros

Deputados debatem limites constitucionais para atuação política das Forças Armadas
Deputados debatem limites constitucionais para atuação política das Forças Armadas
Militares do Exército em fila. Foto: Acervo 13BIB - Curitiba /PR
Apoie Siga-nos no

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados promove seminário sobre “As Forças Armadas e a política: limites constitucionais” nesta quarta-feira (16).

O pedido para realização do evento é do presidente da comissão, deputado Rui Falcão (PT-SP). Para ele, é preciso identificar os limites e possibilidades de atuação das Forças Armadas dentro de nosso arquétipo constitucional.

“Convém identificar quais os aperfeiçoamentos são exigidos deste Congresso Nacional, em geral, e desta Câmara dos Deputados, em particular, para eliminar dúvidas sobre o papel constitucionalmente adequado das Forças Armadas”, afirmou.

Foram convidados para debater o assunto, entre outros:

  • a diretora da Associação Brasileira de Estudos de Defesa (Abed), Adriana Aparecida Marques;
  • o ex-deputado Federal, Manuel Domingos Neto;
  • o ex-deputado federal e ex-ministro da Defesa Raul Jungmann;
  • ex-ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República
  • do Brasil Sérgio Westphalen Etchegoyen.

O seminário ocorre a partir das 14 horas, no plenário 1. O tema tem sido alvo constante de articulações no governo federal. Projetos de lei gestados no Ministério da Defesa do governo Lula (PT) buscam mandar para a reserva os fardados que quiserem ocupar cargos na gestão ou concorrerem em eleições. O tema, apesar de bastante debatido, ainda não avançou no Congresso.

Em outra frente, o governo Lula tenta promover mecanismos mais rigorosos de investigação para aqueles militares que já estão ocupando cargos na administração pública. A ideia é que órgãos civis possam promover investigações em caso de necessidade. Atualmente, as apurações são feitas apenas pelos próprios militares.

Em todo o caso, o governo busca promover o cerco aos fardados na política sem que o avanço cause incômodos na caserna. A relação entre Lula e militares, em especial na era pós-Bolsonaro, tem sido um tanto quanto espinhosa. Mais recentemente, porém, com o início das revelações de corrupção envolvendo militares do alto escalão das Forças Armadas, o clima se tornou menos favorável aos fardados, o que fez com que a pressão exercida sobre o governo diminuísse. A relação entre os quartéis e os golpistas do dia 8 de Janeiro também contribuiu para o atual momento.

(Com informações de Agência Câmara)

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo