Política

De olho em 2024, Nunes ataca o PSOL ao criticar greve; Boulos acusa ‘intransigência’ de Tarcísio

Pesquisa de intenção de voto divulgada no fim de setembro indica a liderança do candidato do PSOL na corrida à prefeitura de São Paulo

Fotos: Divulgação; e Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
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O prefeito de São Paulo e provável candidato à reeleição em 2024, Ricardo Nunes (MDB), atacou o PSOL ao criticar a paralisação de metroviários e ferroviários da capital, nesta terça-feira 3.

A presidenta do Sindicato dos Metroviários é a socióloga Camila Lisboa, que se apresenta como integrante da corrente Resistência do PSOL.

Desde o início desta terça, funcionários do Metrô, da CPTM e da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a Sabesp, promovem uma greve unificada para reivindicar melhores condições de trabalho e contestar a privatização dos serviços. Eles denunciam que transferir o controle do poder público para a iniciativa privada tende a encarecer tarifas e piorar a qualidade dos serviços.

“Lamentamos que nossa população seja prejudicada por uma greve ideológica, apoiada por partidos como o PSOL, da presidente do Sindicato dos Metroviários”, escreveu Nunes no X. “Uma greve que não está, sequer, respeitando decisão da Justiça. Estamos trabalhando para ajudar aqueles que realmente trabalham.”

Segundo as pesquisas de intenção de voto, o principal adversário de Nunes no pleito do ano que vem será Guilherme Boulos (PSOL). O deputado federal afirmou na manhã desta terça que o principal responsável pela greve é “a intransigência do governo de São Paulo”, comandado por Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Os trabalhadores propuseram em juízo liberar as catracas em vez da paralisação, para não prejudicar os usuários”, escreveu Boulos. “O governo estadual recusou a proposta. Apostou no conflito e não no diálogo.”

Um levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado em 27 de setembro aponta que Boulos tem 35,1% das intenções de voto na disputa pela prefeitura paulistana, ante 29% de Nunes.

Tabata Amaral (PSB) é citada por 7,5% dos entrevistados, enquanto Kim Kataguiri (União) registra 5,3%. Por fim, o ex-deputado do Novo Vinícius Poit tem 2,8% das intenções de voto. O índice de brancos e nulos é de 14,6% e cerca de 5,7% não souberam responder.

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