Política

Bolsonaro baixa o tom e fala em “entendimento” com STF e Congresso

Há um mês, Bolsonaro, Augusto Heleno e outros esbravejavam contra Poderes. Prisão de Queiroz mudou discurso do presidente

(Foto: Marcos Corrêa/PR)
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O presidente Jair Bolsonaro fez um discurso na tentativa de apaziguar os ânimos de sua relação com o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, frequentemente alvos de ataques por parte de Bolsonaro e seus ministros. Nesta quinta-feira 25, porém, o presidente falou em “entendimento” e “cooperação” com os Poderes.

“Esse entendimento, essa cooperação bem revela o momento que vivemos aqui no Brasil. Eu costumo sempre dizer quando estou com o presidente Toffoli, também com o Alcolumbre, ao Maia que são presidentes da Câmara e do Senado, que nós somos pessoas privilegiadas. O nosso entendimento, sim, em um primeiro momento, é o que pode sinalizar que teremos dias melhores para o nosso país”, afirmou Bolsonaro em um evento no Palácio do Planalto realizado nesta manhã, que contava com a presença de Dias Toffoli, presidente do STF.

Há cerca de um mês, Bolsonaro esbravejava “acabou, porra!” ao questionar os primeiros mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro Celso de Mello no âmbito do inquérito das fake news.

O general Augusto Heleno, chefe do gabinete de Segurança Institucional, também havia mencionado “consequências imprevisíveis” caso Bolsonaro tivesse seu celular apreendido para investigação, pedido apenas encaminhado pelo STF a Procuradoria-Geral da República, como de praxe.

No entanto, desde a prisão de seu amigo pessoal Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), que foi encontrado na casa de um dos advogados do presidente, Bolsonaro tem diminuído os ataques contra os demais poderes.

“Somente desta forma, com paz, com tranquilidade, e sabendo da nossa responsabilidade, que nós podemos sim colocar o Brasil naquele local que todo mundo sabe que ele chegará”, declarou o presidente no mesmo discurso.

Além da situação com o filho, Bolsonaro poderá ser chamado para depor à Polícia Federal no caso das supostas tentativas de ingerência na PF, denunciadas por Sergio Moro ao sair do governo.

CartaCapital
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