CartaExpressa
Após adiamento, CPMI do 8 de Janeiro define nova data para ouvir Braga Netto
A oitiva deve acontecer duas semanas após o militar ter seu sigilo telefônico quebrado
A CPMI do 8 de Janeiro, que investiga a invasão bolsonarista aos prédios dos Três Poderes, bateu o martelo e decidiu ouvir o general Walter Braga Netto em 5 de outubro. A informação foi confirmada a CartaCapital pela assessoria de imprensa da relatora, Eliziane Gama (PSD-MA).
O depoimento do ex-ministro estava previsto para acontecer na última terça, mas foi adiado. A cúpula da CPMI espera ter acesso à delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, antes de ouvir Braga Netto. O teor da colaboração é mantido em sigilo.
A oitiva deve acontecer duas semanas após o militar ter seu sigilo telefônico quebrado no âmbito de uma investigação sobre supostos desvios na compra de coletes balísticos para a Intervenção Federal no Rio de Janeiro, em 2018.
O pedido para ouvir Braga Netto partiu de Eliziane, do deputado Duarte Jr. e da senadora Ana Paula Lobato, ambos do PSB do Maranhão. De acordo com os parlamentares, o general exerceu grande influência durante o governo de Jair Bolsonaro, ao qual serviu como ministro da Casa Civil e da Defesa.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Brasil e EUA devem se comportar como amigos em busca de objetivos comuns, diz Lula a Biden
Por CartaCapital
Senado pagará viagem de Flávio Bolsonaro à Espanha para evento de extrema-direita
Por CartaCapital


