Política

Antes do colapso em Manaus, governo aumentou imposto sobre cilindros de oxigênio

Tributação havia sido zerada durante a pandemia, mas voltou em dezembro

Foto: Michael DANTAS/AFP
Foto: Michael DANTAS/AFP

Três semanas antes da crise na saúde em Manaus por falta de oxigênio, o governo federal aumentou o imposto de importação sobre os cilindros de armazenamento de gases medicinais, segundo informou a rádio BandNewsFM, nesta sexta-feira 15.

Segundo a emissora de rádio, os produtos estavam isentos de tributação desde o início de 2020, período em que entrou em vigor um pacote do Ministério da Economia para simplificar o combate à pandemia do novo coronavírus. Agora, os impostos voltaram.

Importadores estariam deixando de trazer cilindros de oxigênio, com o retorno da tributação. A alteração foi publicada em resolução de dezembro pela Câmara de Comércio Exterior, ligada ao Ministério da Economia.

Segundo o portal G1, a Camex realiza uma reunião para decidir se zera novamente o imposto.

Na quinta-feira 14, o governo da Venezuela anunciou que se dispõe a ajudar o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), a obter oxigênio para Manaus. A declaração ocorreu após a fornecedora White Martins afirmar que detectou disponibilidade do insumo no país vizinho.

Em live com o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, reconheceu estado de “colapso” em Manaus e citou medidas de deslocamento de pessoal, equipamentos e insumos à cidade.

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